Brasília - Apesar da divergência entre deputados e senadores, o Orçamento de 2020 vai prever um fundo eleitoral no valor de R$ 3,8 bilhões, quase duas vezes mais que o valor que havia sido indicado pelo Palácio do Planalto.
O governo havia proposto um valor de R$ 2 bilhões. O relator do Orçamento, deputado Domingos Neto (PSD-CE), resolveu recompor o valor com R$ 1,8 bilhão de emendas de bancadas, recursos divididos por estado entre deputados e senadores.
Senadores não gostaram da solução encontrada porque, na divisão dos recursos de bancadas, eles, por serem menos (três por estado), ficam com uma fatia maior do bolo e, assim, a mordida na parte que cabe a eles é maior na hora de financiar uma eleição em que se envolvem muito menos que os deputados.
O Orçamento de 2020 ainda não foi votado. Auxiliares do Palácio do Planalto preveem a votação para 17 de dezembro. Se a votação não ocorrer até 22 de dezembro, quando terminam os trabalhos no Legislativo, o governo do presidente Jair Bolsonaro terá que começar o ano com apenas 1/12 do Orçamento.
A verba para o fundo que financia a eleição é constituída por dotações orçamentárias da União em ano eleitoral, em valor ao menos equivalente a 30% dos recursos de emenda parlamentares de bancada.