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Economia brasileira em crescimento

Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 2 min

A economia brasileira apresentou crescimento no terceiro trimestre deste ano. Dados do IBGE apontam para um avanço de 0,6% se comparados ao segundo trimestre também deste ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento atingiu 1,2%, sendo a décima primeira alta consecutiva. Se analisarmos o desempenho pelo lado da oferta, os três grandes setores da economia cresceram: setor primário apresentou resultado de 1,3%; o setor secundário 0,8% e o setor terciário 0,4%.

Pelo lado da demanda o desempenho foi o seguinte: consumo das famílias apresentou crescimento de 0,8%; gastos do governo (-) 0,4%; investimentos 2%; exportações caíram 2,8% e as importações cresceram 2,9%.

Alguns pontos merecem destaque. O primeiro deles é o crescimento dos investimentos. É a segunda alta seguida, mesmo tendo ficado abaixo dos 3% do período anterior. A sustentação do crescimento no longo prazo vem por esta variável. Com queda nas taxas de juros e injeção de recursos via FGTS o consumidor está mais confiante, o desempenho de 0,8% no consumo das famílias é o melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2018. O setor industrial apresentou a maior alta desde o quarto trimestre de 2017 ( 0,8%) com destaque para a indústria extrativa, que cresceu 12%, o que compensou o baixo desempenho da indústria de transformação que apresentou queda de 1% no período. O setor da construção civil, forte geradora de empregos, cresceu 1,3%.

Do lado negativo tem-se a queda nas exportações, cujas justificativas são a desaceleração global e mais especificamente a recessão na Argentina. No tocante aos gastos do governo, a queda de - 0,4% reflete o contingenciamento de recursos promovido pelo governo Federal.

Dados mais recentes, já refletindo o último trimestre do ano, também indicam crescimento, o que permite projetar elevação do Produto Interno Bruto acima de 1% para este ano. Todos se recordam que estes números já foram de 2,5%, com quedas sucessivas até atingir 0,8% e agora apontando para este patamar.

Tudo isso cria um ambiente favorável para o que vem. É possível esperar crescimento acima de 2%, de maneira sustentada, o que é bom. A Reforma da Previdência foi importante, e se o governo não errar a mão nas reformas administrativa e tributária, podemos projetar dias melhores. O ano de 2020 será desafiador em termos de calendário devido às eleições municipais, por isso é fundamental que haja boa articulação do governo Federal com os membros do Congresso Nacional, caso contrário as coisas param.

De qualquer maneira, quando o emprego voltar para valer aí sim teremos deixado para trás o desastre do desempenho econômico brasileiro dos últimos anos. A curva atual é ascendente e isso é bom.

 

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