Turismo

Nordeste no Ano-Novo

Ana Luiza Tieghi
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar das manchas de óleo que têm surgido no litoral nordestino desde o fim de agosto, a região continua sendo o sonho de consumo dos brasileiros para passar o próximo Réveillon. Segundo um levantamento feito no último dia 17 pela CVC, seis dos dez destinos mais procurados pelos clientes da agência para o período de Ano-Novo estão no Nordeste, incluindo o primeiro lugar, Maceió (AL).

O buscador de passagens aéreas Kayak também aponta a preferência pela região. Dos dez lugares mais buscados para a data, cinco estão ali. A cidade de Ipojuca (PE), onde fica Porto de Galinhas, terceiro destino mais procurado pelos clientes da CVC, foi uma das atingidas pelo vazamento de óleo.

Foram duas ocorrências. A primeira delas, menor, aconteceu há seis semanas. Na sexta-feira (18), uma nova e maior leva de óleo chegou à cidade. A mancha não atingiu as piscinas naturais de Porto de Galinhas, mas ficou acumulada em praias vizinhas.

A limpeza foi uma operação de guerra, diz Artur Maroja, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) de Pernambuco e dono de duas hospedagens na cidade. Defesa civil, moradores, comerciantes e até turistas foram mobilizados.

Maroja afirma que as praias da cidade estão limpas e que quem pretende visitar o local não precisa se preocupar. "Hoje, Porto de Galinhas está com uma ocupação de 85% nos hotéis, e os turistas estão aproveitando a praia quase normalmente", diz.

Em nono lugar no ranking de destinos mais buscados na CVC, Maragogi (AL), famosa por suas piscinas naturais, também foi afetada pelo óleo, mas há poucos vestígios do material por lá.

A praia de Carneiros (PE) - que de acordo com a operadora registrou aumento de 400% na procura de turistas para o Ano-Novo em comparação com o ano passado - foi mais uma das afetadas. Lá, o óleo chegou no início de setembro e foi retirado. 

O setor turístico está preocupado com uma onda de cancelamentos de reservas e uma queda na procura por novas viagens no verão. Segundo Marina Figueiredo, vice-presidente da Braztoa, associação que reúne operadoras de viagem, se o problema continuar nas próximas semanas, a tendência é que as vendas para o Nordeste diminuam, mesmo em cidades que não foram afetadas pelo vazamento. 

Marina afirma que pode acontecer alguma mudança nos destinos procurados pelos viajantes. "Dificilmente as pessoas deixarão de viajar."

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