Polícia

Justiça determina que só a Militar investigue mortes de Sabino e Agnaldo


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Nesta terça-feira (10), a Justiça determinou que as mortes do sargento Luciano Agnaldo Rodrigues e do cabo e judoca Mário Sabino Júnior, no final de outubro deste ano, em Bauru, devem ser apuradas pela Justiça Militar. A definição segue o posicionamento do Ministério Público (MP), que já tinha remetido à Justiça o seu parecer.

Com a decisão do juiz Claudio Abujamra, da 3.ª Vara Criminal de Bauru, o delegado Cledson do Nascimento, da DIG, afirma que enviará inquérito para ser arquivo no Fórum de Bauru.

O caso foi levado ao Juízo pela Polícia Civil depois que a cabo Águida Heloísa Barbosa Rodrigues, 47 anos, não compareceu à Central de Polícia Judiciária (CPJ) para prestar depoimento. Esposa do sargento, ela é considerada peça-chave para a elucidação das circunstâncias das mortes.

Águida, no entanto, não foi autorizada pelo Comando da Polícia Militar (PM) a fornecer informações à Polícia Civil, que instaurou inquérito próprio para investigar o caso.

Para a corporação, como trata-se de fato que envolve apenas militares da ativa em situação de atividade, não havendo, ainda que minimamente, qualquer indício de envolvimento de civil, o caso é de crime militar, conforme prevê o Código Penal Militar, cuja apuração se dá pela Polícia Judiciária Militar.

FARDADOS

Em entrevista concedida com exclusividade ao Jornal da Cidade, a advogada da policial, Mariana Storniolo Chioramital, informou que Agnaldo e Sabino morreram fardados, sendo que Águida era a única dos três desarmada e que não estava em serviço. A cabo também foi única dos envolvidos cujo exame residuográfico deu negativo, acrescentou.

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