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Antigo prédio do INSS é demolido

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Após passar uma década sofrendo com depredações e a ação do tempo, o antigo prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na quadra 1 da rua Presidente Kennedy, no Centro de Bauru, foi demolido. As obras para colocar o imóvel abaixo levaram um ano para serem concretizadas. A vigência do contrato com a empresa que realiza os trabalhos na área segue até 13 de fevereiro de 2020. Ainda não há definições sobre qual será o destino futuro do espaço, pertencente à União.

O processo de demolição custou R$ 224.022,70 aos cofres públicos. Ação que o INSS justificou como necessária em razão do estado em que o prédio se encontrava, obsoleto e com má conservação.

"Configurava-se desvantajosa a sua reforma e/ou recuperação. Além disso, mesmo com as ações da gerência executiva do INSS em Bauru, o imóvel sofreu sucessivas invasões por usuários de drogas que, por diversas vezes, provocaram princípios de incêndio, colocando em risco a segurança dos prédios vizinhos", diz o órgão, por meio da assessoria de comunicação.

Pesou a favor da demolição ainda uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF). Em audiências realizadas, o INSS tinha como opções assumir o compromisso de demolir o edifício, reformá-lo ou contratar vigilância privada para evitar invasões. O órgão, porém, manifestou inviabilidade financeira para recuperá-lo.

DEMORA

Em julho de 2018, matéria do JC noticiava a decisão do órgão pela demolição. A ação teria início em outubro 2018, mas começou apenas um ano depois, em 2 de outubro de 2019. Durante este período, críticas permearam várias sessões ordinárias na Câmara Municipal.

Segundo o instituto, a demora se deve às diversas fases do processo, "como planejamento da contratação, elaboração de estudo de viabilidade, disponibilidade orçamentária, projeto básico, elaboração do edital, consultoria da Procuradoria Seccional Federal, seleção de fornecedores, elaboração do contrato e aprovação do alvará junto à Prefeitura Municipal de Bauru".

Só depois de concluídas todas estas fases é que, segundo o INSS, houve aval definitivo para que a obra de demolição, enfim, começasse.

 

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