Nacional

Lava Jato de Curitiba coloca José Dirceu no 'Mapa da Mina'

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Curitiba - A Operação Mapa da Mina, fase 69 da Lava Jato, que mira no empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "ressuscitou" o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil). Ao representar à Justiça Federal pela deflagração da nova etapa da Lava Jato, o Ministério Público Federal no Paraná destacou "indícios de irregularidades em pagamentos efetuados em favor de José Dirceu e pessoas a ele relacionadas".

Condenado pelo ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, em outras ações decorrentes da Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, José Dirceu estava preso em Curitiba, mas, em novembro, voltou às ruas depois que o Supremo Tribunal Federal enterrou de vez a prisão em segunda instância - além dele, o próprio Lula e os ex-tesoureiros do PT Delúbio Soares e João Vaccari Neto saíram da prisão.

ENTENDA

A Mapa da Mina fez buscas em 47 endereços nesta terça-feira, 10, por ordem da juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba. A investigação da PF mira em supostos repasses financeiros que teriam sido realizados pela Oi/Telemar e pela Vivo/Telefônica em favor de empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas pelo filho mais velho de Lula, pelos irmãos Fernando Bittar e Kalil Bittar e pelo empresário Jonas Suassuna.

Nos autos da Mapa da Mina, a Procuradoria expõe, inicialmente, "indícios de proximidade de Ricardo Salgado com José Dirceu e seu irmão Luiz Eduardo conforme consta em análise de material apreendido em outras fases da operação".

Entre os indícios, os procuradores apontam trocas de e-mails e mensagens SMS do final de 2010. Segundo Gabriela, nesta investigação foram obtidos indícios de possíveis pagamentos ilícitos a Dirceu provenientes de um escritório de advocacia sediado em Portugal.

DEFESA

O criminalista Roberto Podval, defensor do ex-ministro, se manifestou por meio de nota. "Todos os recebimentos de José Dirceu foram investigados em processos anteriores e pela Receita Federal. As novidades são fantasiosas e extemporâneas. De se perguntar se não há interesse político por trás dessa operação, que ficou mais de ano adormecida nas gavetas oficiais", escreveu. O advogado de Lulinha já havia negado irregularidade na véspera.

Comentários

Comentários