Museu de Arte Moderna André-Malraux (muma-lehavre.fr) Le Havre reverencia muito sua relação com a arte e faz dela um ponto central, o que se percebe visitando o Museu de Arte Moderna André-Malraux. Dentro e fora do museu, a perspectiva da natureza nos leva a entender por que foi ali que muitos pintores dedicaram seu tempo a registrar o porto, os barcos, o pôr do sol e tantos transeuntes que, misturados às cores da natureza, apresentavam uma profusão de sentimentos em suas telas.
Porém, o passeio não começa dentro de sua estrutura e sim do lado de fora, na orla da praia. Era por lá que Monet se inspirava para pintar. O movimento gerado pelo encontro do mar com o rio Sena criava uma nuance única, que os pintores impressionistas tentavam reproduzir em suas obras.
O impressionismo, enquanto vanguarda artística, tem seu surgimento atrelado à história de Le Havre com o quadro Impressão, nascer do sol de Monet, que originou inclusive o nome do movimento. No MuMa, está uma das maiores coleções de obras impressionistas do mundo e o prédio em si já é uma obra de arte por sua arquitetura arrojada.
Além da exposição permanente, visitei a temporária dedicada a Raoul Dufy, artista nascido na cidade que transitou - com muita elegância, em minha opinião - por vários estilos na pintura. Os quadros de sua fase fauvista foram os que mais chamaram a minha atenção e fiquei pensando que passei pela mesma praia que ele registrou com suas pinceladas. Ao final da visita, me perdi entre os postais, mas acabei escolhendo os que continham fotos da cidade totalmente devastada pela guerra. Pareciam fotos de um amplo campo cinza e sem vida, tão diferente do que havia visto.