Bairros

'Ação melhorou relação entre alunos e funcionários'

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

"A ação que deveria ser multiplicada para outras escolas." É assim que o diretor da Ayrton Busch, Aldo José Martins, caracteriza a iniciativa da professora Elaine Mussi. Ele diz que a ação melhorou a relação entre alunos e funcionários e coroou uma política que a escola vinha adotando, que buscava mais afetividade e o reforço do pertencimento dos estudantes ao espaço.

Nos últimos anos, a Ayrton Busch perdeu grades e ganhou cores e jardins. O sinal sonoro entre as aulas também foi desativado, como forma de estabelecer regras de convivência menos rígidas, porém mais respeitosas.

"A relação interpessoal entre alunos, boneco e professor melhorou a escola como um todo. Sabemos que, às vezes, o professor é a única pessoa que vai conversar com aquele estudante naquele dia todo", cita Aldo. "Os alunos têm voltado no contraturno para ficar na escola, ajudar em algo. A gente anda pelo pátio e é abraçado por eles. São anos de construção de uma relação que o projeto coroou", confirma o diretor.

MAIS EMPATIA

Vice-diretora, Juliana Dornelas, que também é mediadora na escola, reforça o projeto como um caminho assertivo. "O boneco traz, de alguma forma, uma carga emocional tão grande depositada pelos alunos que, só de abraçá-lo, já nos sentimos bem", opina.

Juliana é o braço direito de Elaine na ação. "Eu nem tinha rede social, agora não saio do celular. Fico observando o grupo do Coração no Facebook para ver se identifico algum pedido de ajuda", afirma.

Mas claro que nem tudo são flores e a iniciativa também ganhou críticas. Situação que a direção tenta contornar, afinal nem todos possuem habilidades ou desejam participar.

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