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Supervisores - peças vitais

Pedro Grava Zanotelli
| Tempo de leitura: 2 min

Pesquisa encomendada pela CNI mostra que a economia brasileira crescerá 2,5% e indústria terá expansão de 2,8% em 2020. Reportagens exibidas pelas TVs confirmam essa expectativa, com depoimento de empresários e visão de fábricas em plena atividade. Essa expectativa, embora auspiciosa, traz uma preocupação, que é a de não encontrar mão de obra qualificada suficiente para atender a demanda. A causa é a alta taxa de desemprego que levou muitos trabalhadores para a informalidade. Quem estava preparado perdeu emprego e quem se preparou não o encontrou. Agora, a ela se soma a preocupação com as mudanças que a Inteligência Artificial trará aos empregos.

Não é só a dificuldade de preencher as suas vagas o que deve preocupar as empresas, mas também a dificuldade para competir com as de outros países, que têm maior produtividade. E conforme ensinam os gurus japoneses, a competitividade deve começar entre as próprias empresas do país. Nenhum país pode ser competitivo se suas empresas não forem competitivas. E nenhuma empresa será competitiva com baixa produtividade.

A baixa produtividade não é um problema só da indústria, mas também do comércio, dos serviços e, principalmente, do serviço público. Fazer produtos ou prestar serviços de melhor qualidade, com economia de tempo, de materiais e de energia é a maneira certa para atender bem o cliente por um preço atrativo. Só há competição se os produtos ou serviços forem de melhor qualidade pelo mesmo preço ou de qualidade equivalente, mas por preço menor. Esse é o objetivo que deve orientar empresas e governo para inserir o Brasil no seleto grupo dos países desenvolvidos. Há exatamente um século, com a chegada ao Brasil das teorias da Administração Científica, que esse objetivo vem sendo perseguido, mas sempre andou com avanços e recuos e, por isso, não avançou até onde poderia. Agora parece estarmos no início de uma nova fase de avanço. Daí a oportunidade de lembrar de uma peça vital para a melhoria da produtividade, que é a figura do supervisor, especialmente o de primeira linha. Qualquer que seja a sua denominação: chefe de seção; líder de turma; mestre; encarregado de setor etc. é ele o responsável para que as coisas aconteçam.

Por mais que os componentes da cúpula administrativa participem de seminários e conferências sobre modernas técnicas de gestão e gerência, para melhorar a qualidade e diminuir os custos, pouco resultado conseguirão se aqueles que estão o tempo todo junto aos executores não estiverem bem preparados para acompanhá-los, observando o seu desempenho, corrigindo falhas, suprindo de informações e recursos necessários para a execução do trabalho, solucionando problemas e estimulando com oportunidades e treinamento para assumirem tarefas mais importantes. Os supervisores têm, a um só tempo, funções de chefia e liderança, de treinamento, de segurança no trabalho, de melhoria de métodos de trabalho, de relações humanas e de controlador de custos. Por essa razão devem ser selecionados pelo potencial para essa posição e receber treinamento adequado. O sistema S - Senai, Senac, Sebrae etc. podem ajudar as empresas a fazer isso.

 

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