Clima de final de ano e chegada do verão! Momentos propícios para o aumento da procura por viagens. Foi neste contexto que um grupo de Bauru pagou por uma excursão para Capitólio (MG), um dos paraísos naturais do Brasil. O problema é que a viagem não ocorreu e virou até caso de polícia.
Uma das pessoas que teve a viagem frustrada foi Bianca Furquim, de 23 anos. "Ia viajar com o meu marido e alguns amigos. Fechamos a viagem, diretamente com a organizadora, em um grupo de oito pessoas. Primeiro, pagamos R$ 50,00 pelo sinal, ainda em agosto. Depois, acertamos o resto do valor. Era R$ 540,00 o casal e estava incluso o ônibus, pousada, café da manhã, almoço e um passeio", afirma.
Segundo ela, o grupo ficou sabendo que a viagem não seria realizada só um dia antes da data para qual estava marcada, dia 15 de novembro. "Ela me mandou um áudio no WhatsApp, no dia 14, dizendo que não havia fechado o número de passageiros para a viagem e pedindo para que remarcássemos para uma outra data. Eu disse que não aceitava, pois meu marido já havia se programado no trabalho e não teria como alterar, mas que queria o dinheiro de volta. Ficou certo de que ela me reembolsaria até o dia 20, mas isso não aconteceu", conta.
CONFUSÃO
Bianca afirma que, depois de uma sucessão de adiamentos para os reembolsos, postou sobre o caso em uma rede social e soube de outras várias pessoas supostamente lesionadas pela mesma mulher. "Formamos um grupo com 22 pessoas que também perderam dinheiro. A maioria por conta da viagem de Capitólio, mas tem gente que espera reembolso há 2 anos de outra viagem", diz.
O descontentamento fez o grupo ir até a casa da organizadora da viagem, Erika Aparecida Soares Aurélio, no intuito de acordarem os pagamentos. "Em uma primeira vez, ela nos recebeu bem. Na segunda, depois de novamente não pagar na data combinada, ela bateu em mim, bateu no meu esposo, foi feio. Aí fizemos um boletim de ocorrência", relata.
O BO foi registrado em 9 de dezembro como injúria e lesão corporal. A reportagem também teve acesso ao registro policial de outra pessoa do grupo, que foi feito como estelionato.
OUTRO LADO
Erika Aparecida Soares Aurélio afirma que também está tomando medidas legais e nega que houve agressão. "Eles foram orientados a fazer o boletim de ocorrência e buscar os seus direitos. Eles fizeram arruaça no Facebook, vieram até a minha casa, quebraram o meu portão, agrediram minha filha de 15 anos. Eu briguei com um rapaz, mas não bati na cara de ninguém", diz. "Eles estão fazendo isso para eu sair de Bauru e dar como estelionato. Mas eu tenho advogado e já fiz boletim de ocorrência também", diz.
Segundo ela, a viagem não foi realizada por falta de pessoas para encher o coletivo e o reembolso já está acordado. "Eu tenho provas que depositei o dinheiro e vou ter que devolver para eles do meu bolso. Em momento nenhum, falei que não ia devolver e todos eles fizeram acordo com o meu filho de receberem", afirma, complementando que pagaria os valores ainda nesta semana.