Economia & Negócios

Nota do País melhora se a economia reagir

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Analista principal da agência de risco S&P para o Brasil, Livia Honsel afirma que, apesar da melhora na perspectiva econômica, ainda levará certo tempo para a recuperação do grau de investimento -  nota dada a países com fôlego financeiro para pagar suas dívidas, que o Brasil perdeu em 2015.

Na sua avaliação, a aprovação da reforma da Previdência foi importante, mas o País tem "fraquezas estruturais" que precisam ser corrigidas sob a lente da disputa política entre governo e Congresso.

No início de dezembro, a agência de risco elevou a perspectiva para o rating de longo prazo do Brasil, que foi de estável para positiva, mas o País segue com a nota de crédito em moeda estrangeira em BB -, considerado grau especulativo e três níveis abaixo do grau de investimento.

A agência revisou em dezembro a perspectiva da nota de crédito do Brasil de estável para positiva. O que mudou??

Livia Honsel - A razão principal é que estamos vendo uma melhor perspectiva do perfil fiscal. Claro que as fraquezas do País quanto ao rating continuam, com déficits nominais altos, uma dívida também alta, em comparação com outros países com nota parecida, e o crescimento econômico ainda moderado.

A nota de crédito em moeda estrangeira do Brasil está em BB. O que falta corrigir?

Livia Honsel - O déficit nominal como porcentagem do PIB [Produto Interno Bruto] vai continuar se reduzindo, teremos provavelmente boa surpresa em 2019 por várias razões, também por receitas extras. Mas ainda esperamos redução gradual desse déficit e levamos em consideração a redução do pagamento de juros pelo governo, pela redução da taxa Selic e do risco-país.

A política econômica do Brasil está no caminho certo?

Livia Honsel - Voltar ao grau de investimento, leva certo tempo. Temos só um ano dessa nova administração, pensamos que foram tomadas decisões positivas, e aprovar a reforma da Previdência foi importante.

Comentários

Comentários