Tribuna do Leitor

Vivaldo Pitta

João Francisco Tidei Lima - professor aposentado
| Tempo de leitura: 1 min

Dias atrás li a carta do ferroviário aposentado Juraci Xavier sugerindo que o espaço ao lado da majestosa estação da praça Machado de Mello passe a ter o nome de Museu Ferroviário Vivaldo Pitta.

Homenagem justíssima.

Conheci Vivaldo Pitta (1938-2011) em 1992, quando ele foi distinguido com Medalha e Diploma do Mérito Ferroviário. Admitido inicialmente na Estrada de Ferro Noroeste do Brasil como mensageiro, 10 anos depois seria chefe de seção. A partir de 1967 assumiria como Fiscal de Tráfego, e mais adiante Instrutor no Curso de Movimento de Trens e Regulamento Geral de Transportes, até aposentar-se em 1994. À altura de 1994/95, indicado pela Unesp para organizar o Arquivo Ferroviário, convivi com o Vivaldo Pitta semanalmente. Ele era uma frequência constante no Arquivo, e uma postura indignada condenando a caótica privatização das ferrovias no Estado e no país, etapa de um sucateamento indecente que fez de Bauru uma vitrine exemplar.

Professor na USC, certa vez levei o Vivaldo para conversar com os meus alunos. O difícil foi finalizar o encontro. Depois de mais de 3 horas, os alunos não paravam de perguntar. Vivaldo virou a ferrovia no avesso, com suas grandezas nos chamados anos dourados, e as suas mazelas nos dias de hoje.

A biografia do Vivaldo Pitta é fonte de consulta obrigatória para o resgate da nossa memória ferroviária.

 

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