Esportes

Altos e baixos


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A Seleção Brasileira não teve um mau ano em 2019. Afinal de contas, reencontrou o título da Copa América, que não ganhava desde 2007, e, de quebra, sentiu este gostinho em solo brasileiro, o que não ocorria desde 1989. Não foi uma campanha brilhante, mas serviu para amenizar um pouco a frustração pela eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, diante da Bélgica. A Seleção Brasileira, porém, terminou o ano em baixa, com uma série de cinco confrontos sem vencer sendo quebrada apenas no último amistoso do ano: um 3 a 0 diante da frágil equipe da Coreia do Sul.

"A Seleção Brasileira sempre que entra em campo vê adversários preocupados em desarmar seu jogo, neutralizar seus pontos fortes e dificultar seu jogo. Normalmente pegamos marcações atrás da linha da bola, com todos os homens. Realmente não estamos diante de tarefa das mais tranquilas na maioria dos jogos, mas acredito que tivemos um ano positivo, principalmente com o grande objetivo sendo alcançado, a conquista da Copa América", disse o meia Philippe Coutinho.

O início do ano foi de domínio brasileiro em amistosos, apesar do magro 1 a 1 com o Panamá na estreia na temporada. Algumas vitórias vieram com demonstrações de força, como os 3 a 1 diante da República Tcheca, em Praga, e dos 7 a 0 no Catar.

COPA AMÉRICA

A Seleção Brasileira chegou para a Copa América sem contar com o seu jogador mais renomado. Neymar sofreu uma lesão no amistoso contra o Catar, triunfo por 2 a 0, e foi cortado. Reflexo da sua falta de concentração, uma vez que era acusado de estupro por uma modelo. A acusação acabou não indo para frente, porém, contribuiu para tirar ainda mais a estabilidade do já conturbado craque canarinho. A Copa América não foi marcada por um futebol de alto nível da Seleção Brasileira. Os 3 a 0 sobre a Bolívia na estreia esconderam alguns erros que ficariam visíveis depois do empate sem gols com a Venezuela na segunda rodada.

A terceira rodada, porém, mostrou uma Seleção Brasileira jogando um futebol leve. Os 5 a 0 aplicados no Peru levaram à esperança de uma grande fase eliminatória. Porém, nas quartas de final, mesmo dominando as ações, o Brasil não conseguiu mais do que o empate sem gols com o Paraguai, tendo que avançar na disputa de pênaltis.

A semifinal marcou o confronto com a Argentina. Lionel Messi foi neutralizado e brilhou mesmo a estrela de Gabriel Jesus. O craque do Manchester City teve atuação de gala, marcando um gol e servindo a Firmino. "Foi uma partida que nunca mais vou esquecer, pois sabemos o que representa eliminar a Argentina em uma competição de grande nível", disse Gabriel Jesus.

A decisão marcou o reencontro com o Peru, goleado na primeira fase. O confronto foi bem mias complicado. Gabriel Jesus foi expulso deixando o time com dez jogadores no segundo tempo. Mesmo assim, com gols de Everton, do próprio Gabriel Jesus e de Richarlison, este cobrando pênalti, o Brasil foi campeão.

O PIOR DA ERA TITE

Após a Copa América o Brasil disputou seis amistosos no segundo semestre, ganhando apenas um. Pior do que as derrotas de 1 a 0 para Peru e Argentina, foi a apatia vista em algumas ocasiões, como nos empates por 1 a 1 com os africanos Senegal e Nigéria.

A Seleção Brasileira encerrou o ano com um triunfo por 3 a 0 sobre a Coreia do Sul, porém, deixando preocupado seus torcedores. O padrão da "Era Tite" caiu consideravelmente e em 2020 tem mais uma Copa América e as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022 no Catar.

"A Seleção Brasileira teve um ano positivo, pois o grande objetivo foi alcançado. Não conseguimos sempre jogar em grande nível, mas estamos sempre em busca das metas. Nossa expectativa é de um dois mil e vinte de jogos complicados, mas de uma equipe cada vez mais preparada", disse o técnico Tite.

A Seleção Brasileira ganhou metade dos 16 jogos que disputou: 8. Sua defesa sofreu apenas nove gols, enquanto que o ataque balançou 33 vezes as redes rivais. Gabriel Jesus foi o artilheiro no ano com 7 gols

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