Tribuna do Leitor

Ao Sidnei Rodrigues - Secretário de Obras

Shigueko Sakai
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru está crescendo. Vertical e horizontalmente. E as águas das chuvas de verão seguem pelos córregos, todos direcionados para a parte mais baixa da cidade.

Os trabalhos de contenção do processo erosivo para "reaterrar", opinião minha, está na contramão da solução definitiva.

O procedimento correto para solucionar a passagem das águas nos córregos onde foram danificados há de aproveitar a "cratera", escavar e alargar mais, com inclinação o suficiente, em torno de quarenta e cinco graus, nela despejando pedras marroadas, concretagem em torno.

E, claro, com grades protetores. Não só. Necessário aumentar a saída da água. Digamos, substituir tubulação com a construção de uma ponte no mínimo quatro metros de altura e oito metros de largura para suportar a vazão o suficiente para escoar. Onde existem áreas livre, construir bacias para a contenção das águas o suficiente para não sobrecarregar a Rio Bauru. Esta, por sua vez, necessita, isto sim, escavar. Que seja a uma profundidade de oito a dez metros, o suficiente para receber as águas que lá são direcionados. Assim, evita alagamento na avenida Nações Unidas.

Correção deve ser feita também na avenida Alfredo Maia com a construção de um canal profundo ligando até o córrego central. Viaduto que liga Vila Falcão a Bela Vista, absurdamente, praticamente tapou o escoamento que deveria ter providenciado na ocasião da construção. Assim como a ponte da rua São Sebastião que segue sentido Vila Nova Esperança, a cratera que formou com a última erosão, foi "soterrada", para o tamanho ao estado anterior. Necessita, isto sim, alargar, aprofundar e inclinar, formando uma bacia. E substituir a tubulação por uma ponte, com a largura e altura o suficiente para suportar o escoamento das enxurradas para as chuvas dos "quinhentos anos", conforme orientação da engenheira Yoshino Nakasato, atualmente, aposentada.

Bauru é formada por um "vale". Tem várias áreas nas quais podem construir "bacias" nas partes baixas para a contenção das águas das chuvas intensas como ocorreu na última chuva com mais de setenta e seis milímetros por hora. Já tivemos chuvas com mais de noventa e cinco milímetros por hora. Querer soterrar ao invés de alargar, sinceramente, está na contramão da solução necessária, já castigada por ineficiência.

Vale mais investir para solucionar o escoamento das águas para a "chuva dos quinhentos anos".

Fica aqui opinião minha.

 

Comentários

Comentários