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Grandes paulistas tem ano abaixo da expectativa e miram 2020 melhor


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Os clubes paulistas tiveram uma temporada conturbada. Somente o Corinthians comemorou um título e foi justamente o Estadual. No restante do ano, na competições nacionais e internacionais, 2019 quebrou sequência de conquistas dos times do Estado, que passaram em branco e tiveram que se contentar com vagas na Libertadores.

CORINTHIANS 

A temporada 2019 do Corinthians não foi como o torcedor imaginava. Depois de sofrer no Campeonato Brasileiro no ano anterior, o time resolveu apostar de novo em Fábio Carille. O trabalho, no entanto, foi conturbado desde o começo. Três disputas de pênaltis logo no primeiro semestre e as cobranças por desempenho em campo colaboraram com a pressão oriunda de todos os lados.

Carille, no entanto, mais uma vez se mostrou eficiente ao levar o Corinthians ao tricampeonato do Paulistão. A taça, no entanto, não aliviou os questionamentos. O Corinthians acabou eliminado na Copa do Brasil. A Copa Sul-Americana, então, virou o grande objetivo e, aos trancos e barrancos, o time chegou à semifinal. A queda, no entanto, foi traumática.

O Independiente del Valle passeou dentro da Arena Corinthians e resolveu a parada logo no primeiro jogo. Carille, na defensiva, criticou o elenco e citou os mais jovens.

A reação foi imediata. Carille foi bombardeado, e por todos os lados. O Corinthians não conseguiu se recuperar. A demissão foi inevitável e só a partir de então o time reagiu, já sob o comando de Dyego Coelho, que, ao menos garantiu uma vaga na Pré-Libertadores.

PALMEIRAS

Campeão brasileiro de 2018, o Palmeiras iniciou 2019 cheio de expectativas. Visando o cobiçado título da Libertadores, a diretoria alviverde abriu os cofres para reforçar o elenco. Carlos Eduardo, Felipe Pires e Zé Rafael foram alguns dos principais nomes que chegaram. Além deles, retornos de empréstimo, como Raphael Veiga, também deixaram o plantel ainda mais forte.

Em janeiro, o clube anunciou aquela que seria a principal contratação da temporada. Depois de diversas tentativas, Ricardo Goulart enfim tornou-se jogador da equipe paulista. No entanto, a passagem durou muito menos que o esperado, já que após cinco meses, 12 jogos, quatro gols, três assistências e uma grave lesão no joelho, ele retornou ao futebol chinês.

No Campeonato Paulista, a equipe então comandada por Luiz Felipe Scolari acabou eliminada nas semifinais pelo São Paulo. Classificado para o mata-mata da Libertadores como primeiro colocado no ranking geral, garantido nas quartas de final da Copa do Brasil e líder isolado do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras dava indícios de que conseguiria conquistar pelo menos um título no ano.

Contudo, a situação começou a piorar depois da volta da parada para a Copa América. Depois de perder para o Internacional pelo jogo de volta das quartas da Copa do Brasil, o Palmeiras foi eliminado na disputa de pênaltis. Então, a equipe passou a colecionar maus resultados. E na Libertadores, principal objetivo palmeirense no ano, mais uma desclassificação, desta vez, frente ao Grêmio. 

Cinco dias depois, derrota por 3 a 0 para o Flamengo, no Maracanã, e a demissão de Felipão. Contra a vontade de grande parte da torcida, Mano Menezes foi o substituto escolhido para tentar recuperar o futebol do Palmeiras e garantir, pelo menos, mais um título do Campeonato Brasileiro. Não foi o que aconteceu e o time perdeu fôlego até para garantir o vice, ficando em terceiro lugar, apesar do grande investimento.

SÃO PAULO

O ano de 2019 terminou sem nenhum troféu para o profissional do São Paulo. Contando com nomes de peso como Hernanes, Alexandre Pato, Juanfran e Daniel Alves, os técnicos André Jardine, Vágner Mancini, Cuca e Fernando Diniz não conseguiram fazer o time funcionar e o clube teve como principais pontos positivos da temporada a ascensão de jovens da base e a vaga direta para a Libertadores de 2020.

No Campeonato Paulista, uma derrota por 2 a 0 para o Santos, na Vila Belmiro, estremeceu o ambiente tricolor, e a eliminação para o modesto Talleres, da Argentina, ainda na Pré-Libertadores, acabou de vez com o clima para André Jardine seguir no comando, e ele foi demitido meses após ter sido bancado pela diretoria.

Com o coordenador-técnico Vagner Mancini como treinador interino, o time foi avançando apesar das lesões que acabaram por atrapalhar o planejamento durante todo o ano. Com isso, os garotos da base começaram a ter mais espaço. Na semifinal do Estadual, diante do Palmeiras, Cuca, que já estava acertado com o clube desde fevereiro, assumiu a equipe após liberação médica. A classificação veio, mas a derrota para o rival Corinthians na final aumentou para 14 anos o jejum do São Paulo no Campeonato Paulista.

Com Cuca no cargo de treinador, o time do Morumbi teve o Bahia pela frente nas oitavas de final da Copa do Brasil, e as duas derrotas paulistas por 1 a 0 sacramentaram o adeus a mais uma competição. Com isso, o time passou a ter apenas o Campeonato Brasileiro para disputar, mas após a Copa América, a chegada dos reforços internacionais Juanfran e Daniel Alves deram esperança ao torcedor.

No entanto, após cinco meses, nove vitórias, 10 empates e sete derrotas, Cuca deixou o comando técnico da equipe. O substituto escolhido, após uma consulta ao elenco, foi Fernando Diniz. A vaga direta para a  Libertadores de 2020 foi conquistada.

SANTOS 

O Santos teve um 2019 de altos e baixos. A expectativa no início, principalmente depois das saídas de Bruno Henrique e Gabigol, pouco antes do anúncio da venda de Rodrygo, não era grande. Mas passou a ser por causa de Jorge Sampaoli. O Peixe do argentino teve garantia de bom futebol - ou a menos a tentativa de jogar para frente, de forma ofensiva dentro e fora de casa. E esse estilo teve seus efeitos colaterais.

A primeira frustração ocorreu na Sul-Americana, com a eliminação no Pacaembu para o modesto River Plate (URU). No Campeonato Paulista, o desempenho foi geralmente satisfatório. Só que na semifinal veio mais uma decepção. O Santos fugiu de sua característica e caiu para o Corinthians. A terceira eliminação em casa aconteceu diante do Atlético-MG. O Peixe empatou em Minas e perdeu nos seus domínios depois de abrir o placar e continuar no ataque.

Depois de três quedas em quatro meses, o Santos se preparou para o Campeonato Brasileiro com tempo. O total teve 14 reforços, incluindo nomes de peso como Cueva e Uribe. Os mais caros badalados, curiosamente, foram os que menos renderam. Everson, Pará, Felipe Jonatan, Evandro, Soteldo e Marinho terminaram o ano como titulares.

O Peixe fez primeiro turno ótimo e oscilou. A vantagem de cinco pontos na liderança virou um abismo para o Flamengo no segundo turno e o vice-campeonato acabou honroso, numa espécie de "título moral" diante de tantas dificuldades técnicas, financeiras e administrativas, com atraso de salário e discussões públicas entre o presidente José Carlos Peres e o técnico Jorge Sampaoli, por exemplo. A temporada terminou com aquele gostinho de quero mais no torcedor: 4 a 0 contra o campeão Flamengo na Vila Belmiro. Um dia depois, porém, Sampaoli pediu demissão.

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