Ao fazerem suas projeções, os economistas elaboram diferentes hipóteses, cada uma com um nível de probabilidade. O Ibre, por exemplo, projeta expansão de 2,2% em 2020, mas traça cenários alternativos, de menor probabilidade, de expansão de 3% (otimista) ou 1,5% (pessimista). Para Silvia Matos, a recuperação é impulsionada pelo consumo, que deverá voltar aos níveis pré-recessão neste ano, mas também é composta por outros fatores ligados à atividade do setor privado, uma vez que o setor público tem atuado de forma contracionista. Luciano Rostagno, estrategista-chefe da América Latina do Banco Mizuho do Brasil, também afirma que o crescimento de 1% está garantido caso seja verificado que a economia terminou o ano com crescimento trimestral próximo de 0,8%, como vêm indicando os dados já divulgados. Em 2018, por outro lado, o país encerrou o ano em desaceleração. "Há razões para acreditar que 2020 vai ser diferente, e que vamos ter um crescimento de pelo menos 2%. Estamos trabalhando com 2,5%. O risco fiscal é menor do que no passado, o governo tem conseguido avançar na agenda de reformas e houve uma mudança importante de política econômica que permitiu trazer a taxa de juros para as mínimas históricas", afirma Rostagno. Segundo o economista, a alta recente da inflação é pontual e não deve levar o BC a mexer nos juros ao longo do ano. Para ele, o principal risco para o ano não está no Brasil, mas no cenário externo. "As tensões comerciais entre EUA e China podem limitar o crescimento econômico. Mas houve avanço importante nas conversas no final do ano e isso traz uma perspectiva melhor para este ano. no estabelecido com uma agenda mais clara."
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