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Vexame ambiental, sim

Adilson Roberto Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo encerrando com um 'ponto final' seu texto, como já o fez em outras ocasiões - típica expressão de quem não admite discussão ou o contraditório -, responderei o artigo "Vexame ambiental?", de Luis Antonio Galbiatti, publicado neste espaço em 28/12. Resgato também o mesmo título que usei, no intuito de reafirmar a opinião ali exarada.

Ainda que eu não os tenha mencionado em meu artigo opinativo, convivo com indígenas que não são o estereótipo que o articulista denuncia, mas são acadêmicos, escritores e agentes culturais, um deles com doutorado, que atuam para defender sua cultura, seu modo de pensar e a visão que possuem do país e do mundo. Posicionamentos políticos e culturais que estão sendo desprezados, ignorados e até ridicularizados pelo atual governo que o senhor Galbiatti defende e mimetiza.

Curiosamente, não fui eu a falar sobre o governo fascista e de direita que está no poder. Também não avoquei a selvageria de nosso povo; pelo contrário, opinei sobre a influência nefasta da atual política anti-ambiental no agronegócio brasileiro. O vexame ambiental é notório quando Ricardo Salles afirma que a única finalidade de participar da COP-25 era a de conseguir recursos financeiros e saiu de mãos abanando! A Indonésia, por exemplo, em função de sua política de proteção de florestas, levou US$ 1 bilhão.

Ao clamar pelo combate ao globalismo, o sr. Galbiatti deve ser dos que também crêem na terra plana, negam o aquecimento global bem como a eficiência de vacinas. A questão é de base científica, minha premissa fundamental a qual defendo com a marca #IniCiencias, estudada com seriedade e profundidade ao longo do tempo e confirmada por inúmeros grupos de pesquisa. Mas no império da ignorância, mesmo com um astronauta local no governo, é mais fácil acreditar em Papai Noel.

Por fim, sua opinião sobre Greta Thunberg não coincide com a repercussão que as atitudes e atividades dela tiveram no mundo todo.

Aliás, juntamente com Ricardo Galvão, eminente ex-presidente do INPE que foi exonerado por denunciar exatamente o aumento do desmatamento na Amazônia, foi uma das dez personalidades que mais se destacaram em 2019 no âmbito científico, segundo a revista Nature. A base da informação não podem ser as fake news governamentais.

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