Tribuna do Leitor

Com a acessibilidade não se brinca!

Thyago Cezar - advogado
| Tempo de leitura: 1 min

Luciano Hang, dono da Havan, recentemente, em mais uma declaração desastrosa, critica critérios mínimos de acessibilidade exigidas em uma de suas lojas.

Narra em um de seus vídeos em seu twitter que implementar pisos táteis para pessoas com deficiência visual, cadeiras de rodas e banheiros com barras é excesso de burocracia.

Tenho comigo que ele não faz ideia que a acessibilidade é princípio democrático, portanto, dever de todos, seja em ambientes privados ou em ambientes públicos.

É possível perceber que ele não faz ideia de que, segundo dados da ONU, 25% da população mundial têm algum tipo de deficiência.

Ele também não faz ideia que entre 2012 e 2017 a população de idosos no País saltou 19,5%, e junto com esse salto vieram as dificuldades de locomoção, audição e tudo mais, que é comum a todos nós quando atingimos idades mais avançadas.

Diante deste estapafúrdio argumento, percebemos que Luciano Hang não se importa com ninguém com nada que sejam seus grandes lucros.

Com isso, quem perde é o Brasil e os brasileiros que dão voz a pessoas como ele.

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