Tóquio - O ex-chefe da Nissan Carlos Ghosn deixou sua residência em Tóquio após a empresa privada de segurança contratada pela Nissan parar de monitorá-lo, disseram três fontes com conhecimento do assunto à Reuters, neste sábado (4).
Ghosn tornou-se um fugitivo internacional após revelar, na terça-feira, que havia fugido para o Líbano para escapar do que chama de "manipulado" sistema judiciário do Japão, onde ele é denunciado por supostos crimes financeiros.
A Nissan havia contratado uma empresa de segurança privada para observar Ghosn, que estava solto sob fiança e esperando julgamento, para checar se ele se encontraria com pessoas envolvidas no caso, disseram três fontes.
Mas seus advogados disseram à empresa de segurança que parasse de monitorá-lo, porque seria uma violação dos seus direitos humanos, e Ghosn planejava entrar com uma queixa contra a empresa, disseram as fontes.
A empresa de segurança interrompeu a vigilância em 29 de dezembro, disseram as fontes.
Um de seus advogados, Junichiro Hironaka, afirmou a repórteres em novembro que eles estavam considerando passos para evitar perseguição a Ghosn. Um porta-voz da Nissan recusou-se a comentar.
CÂMERA
A emissora pública japonesa NHK, citando fontes da investigação, afirmou que uma câmera de vigilância colocada pelas autoridades na casa de Ghosn mostrou-o saindo sozinho por volta do meio-dia de domingo e não o mostrou retornando.
Não está claro como Ghosn, que tem cidadania francesa, brasileira e libanesa, foi capaz de orquestrar sua saída do Japão.