Teerã - Uma confusão durante o funeral do general Qassim Suleimani deixou dezenas de mortos na cidade de Kerman. Segundo o site Young Journalists Club, ligado à TV estatal do país, foram ao menos 56 mortes e 213 feridos. Agências de notícias internacionais disseram que o número de vítimas pode ser ainda maior. Por causa das restrições de uso da internet poucas imagens foram liberadas ontem.
Não há detalhes claros sobre o que causou o tumulto, ocorrido em meio a um cortejo que reuniu centenas de milhares de pessoas nas ruas da cidade natal do general. A maioria delas morreu pisoteada. Havia dezenas pessoas caídas no chão, com os rostos cobertos, enquanto equipes de resgate tentavam reanimar outros feridos.
Devido à tragédia, o enterro do general foi adiado por algumas horas e só teve início por volta das 19h locais (meio-dia de Brasília), segundo a agência ISNA.
Entre os mortos, 35 eram homens e 21, mulheres.
HISTÓRICO
?Suleimani foi morto por um ataque dos EUA na sexta (3) no Iraque. Ele foi uma das autoridades com mais poder no Irã, e é considerado um herói no país.
Suleimani liderou por mais de 20 anos a força Quds, braço de elite da Guarda Revolucionária do Irã responsável pelo serviço de inteligência e por conduzir operações militares secretas no exterior.
Para Washington, Suleimani era o idealizador da estratégia de apoiar milícias no Iraque e na Síria contra as tropas americanas. Por isso, o governo dos EUA culpava o general pela morte de até 700 militares do país nos últimos anos.