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Diocese realiza alternância de padres

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Uma das maiores alternâncias de padres das últimas duas décadas na Diocese de Bauru está prestes a ter sua última etapa concluída. Determinada em dezembro do ano passado, a mudança deve ser notada por fiéis de 18 de janeiro até 2 de fevereiro, quando sete alterações começam a sair do papel (veja mais no quadro abaixo). O JC acessou a lista de transferência e procurou alguns padres para comentar. Entre os casos mais emblemáticos está o do sacerdote Milton César Carraschi, único pároco até hoje da São José Trabalhador, na Vila Industrial. Ele deixa o local após 25 anos para assumir a Paróquia de Santa Rita, na região central.

A alternância faz parte das ações de praxe da Igreja Católica. A Diocese de Bauru se baseia em regras canônicas brasileiras, que estipulam que os padres devem ter estabilidade de, no mínimo, 6 anos em uma mesma igreja. As decisões e transferências são pensadas e construídas por um conselho formado pelo bispo e representantes do clero, o chamado Conselho Presbiteral. A última reunião da entidade com o bispo dom Rubens Sevilha, em 2019, culminou com as sete alterações. Antes desta etapa, outras duas mudanças já tinham sido realizadas no ano passado, alterando de locais até cinco padres.

Via de regra, a troca após seis anos não era seguida à risca em Bauru nas últimas décadas. "Faz parte de um processo de revitalização da Diocese proposto por dom Rubens. São padres que já estavam há anos em um mesmo local e, agora, poderão expandir as boas ideias para outras paróquias, porque cada padre tem um perfil com iniciativas pastorais diferentes", cita o padre Adinam Ronieri da Silva, chanceler do bispado.

25 ANOS

Procurado pelo JC, o padre Milton César Carrashi é um dos que estão há anos na mesma paróquia. Desde sua ordenação, em dezembro de 1994, ele, que é natural de Itápolis, esteve à frente da Paróquia de São José Trabalhador, na Vila Industrial. A história da igreja se confunde até com a do próprio padre, porque ela foi fundada dias após sua ordenação. Antes, o local funcionava como uma capela assistida pelo até então diácono Milton.

A última missa dele na Paróquia São José Trabalhador será às 8h30 do dia 19 de janeiro, um domingo. Às 19h do mesmo dia, acontece a missa de posse dele na Paróquia de Santa Rita.

Das tradicionais bênçãos das carteiras de trabalho, ele partirá para a paróquia da Santa das Causas Impossíveis e diz que segue com o peito aberto e a sensação de dever cumprido.

"O legado físico fica e as amizades levo comigo. É difícil virar a página, mas nós, sacerdotes, somos preparados para isto. Construímos muita coisa junto com a comunidade. A matriz tem uma estrutura que hoje conta com salão paroquial, capela e terrenos próprios. Além das pastorais da caridade, da família, da saúde, do dízimo e catequese", cita o padre.

"Mas é uma mudança que envolve dois amores, pois já tenho certa afinidade com a Paróquia de Santa Rita, fui ordenado padre lá. O desafio, agora, será criar um elo pastoral com a comunidade de lá, que tem um perfil um pouco diferente do público daqui", acrescenta o padre Milton.

NOVA MISSÃO

Pároco da Santa Rita há quase dez anos, o padre Agnaldo Pereira segue, agora, para a Paróquia São Sebastião e também assume a Paróquia Maria Mãe do Redentor.

"Estou muito feliz pela nova missão, que acolho com carinho e alegria no coração. Não é nada anormal na minha vida, pois será a quarta mudança de paróquias. Claro, que as amizades permanecem", comentou o padre ao ser procurado pelo JC. "Saio com a sensação de dever cumprido. A locação do nosso salão para o Roccaporena foi uma das grandes sacadas que tivemos na gestão e favoreceu nosso trabalho de evangelização na Santa Rita", finaliza o padre Agnaldo, anunciando que sua última missa como pároco na Santa Rita ocorrerá às 10h do dia 19 de janeiro, domingo.

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