Saúde

Emagrecer, sim, mas com saúde

Leticia Lopes
| Tempo de leitura: 1 min

O uso de medicamentos para emagrecer, que prometem a perda rápida e milagrosa de quilos extras, pode ser perigoso e prejudicial para a saúde. Uma reportagem do "Fantástico" mostrou o depoimento de duas mulheres que compraram, pela internet, remédios ditos naturais para emagrecer e apresentaram vários efeitos colaterais, como fisgadas no peito, formigamento em algumas áreas do corpo, tontura e dor de cabeça, entre outros sintomas.

De acordo com a endocrinologista Livia Lugarinho Correa, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), o primeiro passo para não correr risco no tratamento para emagrecer é não se automedicar. "A obesidade é uma doença, portanto, o tratamento tem que ser feito com orientação médica. Nada de tomar um remédio do vizinho ou algo vendido pela internet."

A especialista reforça que o tratamento contra a obesidade é personalizado para cada paciente. Para ela, as pessoas acabam procurando fórmulas mágicas para emagrecer por não considerarem a obesidade como doença.

Na composição dos falsos remédios que aparecerem no "Fantástico" havia substâncias sintéticas de uso controlado: a sibutramina, que diminui a sensação de fome, e a fluoxetina, um antidepressivo.

A sibutramina é uma das quatro substâncias aprovadas pela Anvisa para tratamentos contra a obesidade. Mas seu uso só pode ser feito com receita médica. Os demais remédios são os que contém orlistate, lorcaserina e liraglutida 3mg.

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