Bauru deverá arrecadar R$ 173,2 milhões com IPVA neste ano, para uma frota tributável de 182.608 veículos, segundo estimativa divulgada pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. O valor é 13% maior do que a expectativa do ano passado, quando o previsto era arrecadar cerca de R$ 152,9 milhões.
A projeção de 2019, contudo, acabou sendo superada e quase alcançou a cifra de R$ 174 milhões. Segundo a secretaria, esta oscilação é comum e o esperado é que o patamar agora estimado para 2020 também seja superado.
O prazo para pagamento do tributo neste ano teve início em 9 de janeiro e termina em 24 de março, dependendo da opção feita pelo contribuinte. Os valores podem ser quitados em cota única no mês de janeiro, com desconto de 3%, ou parcelado em três vezes, com início do pagamento em janeiro e as demais parcelas honradas em fevereiro e março.
Também é possível pagar o imposto no mês de fevereiro de maneira integral, sem desconto. Assim como em janeiro, nos próximos meses, os proprietários devem observar o calendário de vencimento por final da placa do veículo (veja tabela abaixo).
Para quem tiver alguma reserva financeira, o economista Adriano Fabri recomenda que o pagamento seja feito à vista, já que aplicações em modalidades de investimento mais conservadoras, como a caderneta de poupança, não oferecem rendimentos vantajosos.
"Para quem opta por parcelar em três vezes, o juro a partir da segunda parcela corresponde a 3,11% ao mês. É um índice bastante alto, se comparado com a poupança nova, que está rendendo menos de 0,4%", observa.
OPÇÕES
O contribuinte, contudo, deve levar em consideração os compromissos financeiros não apenas de janeiro, mas dos próximos meses, para não correr o risco de se endividar e precisar recorrer a serviços bancários que cobram juros elevados, como é o caso do cheque especial e mesmo do rotativo do cartão de crédito.
"Se a pessoa não tiver uma reserva, a melhor saída é parcelar, ou, ainda, analisar a possibilidade de recorrer a um empréstimo consignado, que cobra os juros mais baixos do mercado", detalha. Neste último caso, contudo, é preciso levar em conta não apenas a taxa de juros, mas também a taxa de contrato e o IOF incidente.
Considerando todos os custos envolvidos, eles não devem ultrapassar o valor total do IPVA parcelado. "Como a diferença tende a ser mínima, a meu ver, o empréstimo só compensa se o contribuinte tiver uma frota", completa Fabri.
Para os próximos anos, a recomendação do economista é começar a se planejar já a partir de agora. O contribuinte pode fazer uma projeção média do valor do IPVA do ano seguinte, dividir esta quantia por 12 e, poupar, a cada mês, o equivalente a uma fração desta divisão. Reservar parte do 13.º salário no fim do ano é outra alternativa.