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Cerveja: MG divulga procedimento para quem tomou bebida

FolhaPress
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Belo Horizonte - Todas as pessoas que consumiram as cervejas Belorizontina e Capixaba, da fabricante Backer, desde o dia 30 de outubro e apresentaram sintomas da chamada síndrome nefroneural precisam ser observadas por equipes de saúde. A afirmação é do subsecretário em exercício de Vigilância em Saúde de Minas Gerais, Filipe Laguardia.

A manifestação dos sintomas é precoce e costuma acontecer em 72 horas na maior parte dos casos, segundo Lúcia Paixão, diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. As pessoas apresentam náuseas, vômitos, desconforto abdominal e em seguida param de urinar, com comprometimento da função renal.

A substância dietilenoglicol foi encontrada no sangue de pacientes que apresentaram sintomas de uma síndrome nefroneural e relatam ter consumido a cerveja Belorizontina, da empresa mineira.

"A rede de saúde do estado já está preparada para atender essas pessoas", afirmou Laguardia, em entrevista nesta sexta-feira (17) na sede do governo mineiro.

O número de casos da síndrome causada pela ingestão de cerveja contaminada pode aumentar, diz o subsecretário.

COMO DESCARTAR

Lúcia Paixão pediu ainda que os consumidores não descartem a bebida em lixo ou esgoto, pois outras pessoas podem achá-las e serem intoxicados. As garrafas devem ser entregues à Vigilância Sanitária do município.

O número de óbitos pode subir, pois o quadro de saúde de alguns internados é grave, informou Virgínia Andrade, diretor do Hospital Eduardo de Menezes (Fhemig).

As manifestações neurológicas podem ser apresentadas 10 ou 12 dias depois da ingestão da bebida, segundo o infectologista Adebal Filho, do Hospital João 23. De acordo com o médico, vários fatores são determinantes na manifestação da intoxicação.

"O primeiro é se o paciente estava com estômago cheio, que absorve menos o álcool e, consequentemente, tem uma menor dose ingerida", afirma. O álcool, diz, é um antídoto. "Se a pessoa ingeriu com a cerveja uma quantidade mais significativa de outro álcool, isso tem efeito protetor", explicou. Os pacientes em estado grave estão recebendo o etanol como antídoto.

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