Regional

Casa de acusado de matar Emanuelle é destruída por incêndio

Bruno Freitas e Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Chavantes - Mais um capítulo do caso de homicídio da menina Emanuelle Pestana de Castro, 8 anos, em Chavantes (133 quilômetros de Bauru), foi registrado na noite deste domingo (19). A casa onde residia o lavrador Aguinaldo Guilherme Assunção, 49 anos, que confessou o crime e foi encontrado morto na prisão, foi totalmente destruída por chamas por volta das 20h.

O imóvel ficava localizado na avenida José Lopes, no bairro Três Cantos, próximo do perímetro urbano da rodovia Raposo Tavares (SP-270). O Corpo de Bombeiros de Ourinhos, cidade vizinha, de porte maior, atuou no incêndio e fez o rescaldo do que sobrou no local. A possibilidade de incêndio criminoso será investigada pela Polícia Civil.

RELEMBRE O CASO

Emanuelle Pestana de Castro desapareceu no fim da tarde do último dia 10 quando saiu para brincar em uma praça perto de sua casa, no bairro Três Cantos. O sumiço dela mobilizou a cidade de cerca de 12 mil habitantes e moradores se organizaram para tentar localizá-la.

Durante esse período, imagens de câmeras de segurança foram analisadas pela polícia e mostraram a menina a caminho da praça e, depois, brincando no local. O mistério só foi solucionado após a detenção de Agnaldo Guilherme Assunção, vizinho da família da menina.

Câmeras de segurança registraram o suspeito conversando com a vítima na praça, de bicicleta, com uma camiseta vermelha. Em uma segunda imagem obtida pela polícia, que registra um momento anterior, Agnaldo aparece a pé, de camiseta branca, falando com a menina.

Confrontado com as imagens, o lavrador confessou que havia matado a criança a facadas e levou os policiais até onde o corpo estava, uma área de mata ao lado de um canavial na Fazenda Santana Nova, às margens de um córrego. Segundo o IML, Emanuelle levou 13 facadas - oito nas costas e cinco no peito.

Em seu depoimento, Aguinaldo contou que convenceu a criança a ir até a área rural dizendo que colheriam mangas para presentear a mãe dela e que decidiu matá-la após uma briga entre familiares dele e de Emanuelle. Segundo ele, a mãe da menina não permitia que ela brincasse com seu enteado.

A Polícia Civil não acredita nesta versão e trabalha com a hipótese de crime com motivação sexual. Laudo preliminar não confirmou a conjunção carnal, mas um eventual crime sexual não foi descartado. O caso foi registrado como homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Na manhã do dia 15, Aguinaldo foi achado morto em uma cela do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César. Ele havia dado entrada na unidade no dia anterior, após ter a prisão preventiva decretada pela justiça. O caso, registrado como suicídio, segue sob investigação.

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