São Paulo - Pais e responsáveis de alunos da educação municipal de São Paulo terão de utilizar aplicativo de celular para receber os uniformes dos estudantes. O material, que antes era distribuído diretamente pela prefeitura, neste ano será retirado pelas próprias famílias em lojas credenciadas.
Com isso, não serão permitidas transações em dinheiro. Serão disponibilizados pela administração municipal R$ 215 por estudante, que poderão ser utilizados apenas para a aquisição dos uniformes.
As famílias que não possuem celulares do tipo smartphones receberão um código para realizar a compra do uniforme. Uma das novidades é que as roupas poderão ser adquiridas ao longo do ano letivo inteiro. Além disso, as famílias decidirão a melhor forma de montar o kit, que antes era entregue com uma calça, um moletom, uma jaqueta, cinco camisetas, uma bermuda, cinco meias e um par de tênis.
EDITAL
Cerca de 660 mil estudantes fazem parte do sistema de ensino da cidade de São Paulo.
A prefeitura irá publicar, nos próximos dias, um edital informando as especificações para que lojas se cadastrem como fornecedores do material. Outro edital será publicado para definir qual empresa administrará o sistema do aplicativo. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, da gestão Bruno Covas (PSDB), "a inovação permite bloqueio contra fraudes, maior transparência e praticidade na prestação de contas".
A Prefeitura de São Paulo cancelou na semana passada a licitação para a compra dos uniformes destinados aos alunos das escolas da rede pública municipal. De acordo com o órgão, foram encontrados problemas em todas as empresas que tentaram se credenciar como fornecedoras do material.
A licitação previa a compra de 660 mil kits de uniforme escolar. O custo estimado necessário era de R$ 130 milhões. Nos testes foram encontradas roupas com material de baixa qualidade.
Ao todo, 20 empresas participaram da licitação.