Dias desses estava refletindo a rapidez com que o tempo passou, aquilo antes considerados estilo, moda, brincadeiras, enfim... maneiras de se relacionar tidas como naturais, hoje temos outro olhar. Como vemos no momento atual? Se te agarro com outro te mato, te mando algumas flores e depois escapo. Que isso!... Prefira: levanta sacode a poeira e dá volta por cima. Imagine: estou a 160. Vou acender os faróis, já é noite; "cê é loco", 160 por hora com as luzes apagadas! Não pode! Então... entrar na rua Augusta a 120 por hora, nem pensar, também não pode! Assim como não pode marcas de cigarro patrocinarem corridas de Fórmula 1; fumar em repartições públicas; restaurantes etc. Tudo isso teve seus momentos com outros olhares, especificamente o cigarro, cuja atividade do fumo durante o século XVIII teve nesse produto o 2º lugar no comércio de exportação, vindo logo abaixo do açúcar.
O combate ao tabagismo é luta incansável de muitos que se desdobram, em face do grande mal produzido pelo seu consumo. Aqui fica um questionamento: sendo o cigarro tão prejudicial, seria coerente manter a figura do fumo no Brasão da República, um dos quatro símbolos nacionais? Ao seu redor está uma coroa formada por um ramo de café frutificado e outro de fumo florido.
Fiquei pensando: seria possível substitui-lo pela cana de açúcar? Certamente, qualquer discussão nesse sentido iria exigir a participação do Congresso Nacional. Tenho visto nas assembleias, mesmo quando há assuntos importantes, que muitos dos seus membros não prestam atenção no momento em que o parlamentar está no púlpito defendendo suas convicções... Nisso, o olhar não mudou! Assim, no caso de uma votação simbólica sobre o tema, depois da explanação, o presidente da casa anuncia ao microfone: Cana... levante a mão!
Vamos ser positivos!... Dá quórum, sim! Então ficaríamos sabendo o entendimento daqueles que nos representam. Restabelecidos, irão aparecer outros que entendem que trocar o fumo pela cana de açúcar seria trocar seis por meia dúzia porque seria enaltecer o alcoolismo. - "Qué sabê?". Vou prestar atenção na estrada!