Davos - Não houve fanfarra neste ano como em 2018, quando Donald Trump subiu ao palco apenas após uma banda homenageá-lo. Desta vez, antes de seu discurso, um coro de vozes tocou uma canção informalmente considerada o hino da suíça.
Bumbos para bater, somente no discurso, no qual disse que "os EUA estão se superando". "Estamos vencendo de novo", afirmou, antes de desdenhar "profetas do apocalipse" alusão à ativista ambiental Greta Thunberg, que participara de um painel horas antes de Trump subir ao palco e discursaria, pouco depois, em uma sessão sob o nome "Evitando o Apocalipse Climático".
"Temos motivos para sermos otimistas. Não é tempo para as dúvidas ou para o medo", disse, enumerando previsões mais soturnas que não se concretizaram. "Temos que rejeitar esses profetas do fim do mundo de sempre e suas previsões catastrofistas."
Apesar do cutucão, o americano também tentou cicatrizar algumas feridas, algo que não fez em sua primeira participação, em 2018.
Detrator do Acordo de Paris sobre o clima, ao qual abandonou, disse que o ar em seu país nunca foi tão limpo e que está comprometido com "cuidar das belezas naturais da criação divina".
Não fez, contudo, nenhum sinal de que pretenda trabalhar com a indústria para reduzir a emissão de gases estufa. Mas recebeu palmas ao dizer que os EUA se uniriam à iniciativa do Fórum, anunciada no ano passado, para plantar 1,2 trilhão de árvores. O cuidado com o ambiente é um dos eixos da reunião deste ano, e tem sido cobrado de governos e empresas.