São Paulo - A Bolsa brasileira subiu 0,96% nesta quinta-feira (23), a 119.527 pontos, nova máxima histórica. A valorização do índice destoou do exterior, que teve mais uma sessão de quedas com o receio de investidores ao coronavírus chinês. O otimismo doméstico foi impulsionado por bancos, após avaliações favoráveis aos resultados do setor no quarto trimestre de 2019, que começam a ser divulgados na próxima semana.
Além do otimismo de analistas com o setor, as ações do Banco do Brasil dispararam 5,6%, a R$ 54,48, após reportagem do jornal Valor Econômico noticiar que a empresa está investindo em tecnologia, com parcerias com fintechs -uma das maiores ameaças aos bancos.
Já o Itaú teve alta de 2,3%, a R$ 34,50 e Santander, 2%, a R$ 44,70. As ações preferenciais (sem direito a voto) do Bradesco subiram 2,6%, a R$ 34,61 e as ordinárias (com direito a voto), 2,7%, a R$ 33,05. O movimento também é o início da recuperação dos papéis, que acumulam forte queda em 2020, enquanto o Ibovespa sobe 3,3%. Investidores temem a maior competição no setor, com medidas do Banco Central (BC) como o pagamento instantâneo.
No entanto, segundo relatório do Santander divulgado nesta quinta, os bancos ainda devem apresentar fortes resultados, com expectativa de um quarto trimestre acima da média para 2019.
Segundo analistas do banco, no período, o Bradesco deve arrecadar R$ 6 bilhões, Banco do Brasil, R$ 5 bilhões, e Santander, R$ 3 bilhões e o crescimento das instituições financeiras devem ficar entre 0% e 5%, com Bradesco se destacando na lista dos que mais crescem.