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As tecnologias para quem quer dormir melhor


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Ter uma boa noite de sono, aprende-se desde cedo, é essencial para o corpo. Muitas vezes, porém, rotinas aceleradas, estresse e o uso frequente de telas luminosas (como as de celulares e PCs) atrapalham as preciosas horas de descanso. Mas a indústria de tecnologia está de olho em como resolver esse problema. É um mercado chamado de "sleeptech" (tecnologia do sono) e que pode valer até US$ 81 bilhões este ano, segundo previsão da consultoria Persistence.

Na última edição da Consumer Eletronics Show (CES), feira de tecnologia realizada no início do mês em Las Vegas (EUA), startups e grandes empresas ocuparam a maior parte da área dedicada à saúde e bem-estar para mostrar suas novidades para melhorar o sono. Um exemplo é o travesseiro MotionPillow, da coreana 10minds, que promete acabar com o ronco noturno.

Para funcionar, o travesseiro precisa estar integrado a um pequeno dispositivo, também vendido pela startup, capaz de detectar o volume do ronco ao longo da noite. Ao detectar um ruído intenso, o MotionPillow pode ajustar a altura, como se fosse um "airbag". Assim, o dispositivo muda a posição da cabeça do usuário e melhora sua respiração, acabando com o ronco.

Durante testes realizados em Las Vegas, o travesseiro demorou cerca de dois minutos para reagir ao comando de mudança de posição e ajustou os airbags com tal sutileza que não despertaria o mais dorminhoco dos usuários.

Ajuste fino

Ser sutil é uma característica importante na evolução da tecnologia. Na primeira geração de soluções para o sono, surgida há alguns anos, nem sempre era assim. Anos de experiência, porém, tornaram as inovações mais sutis. É uma tendência. Segundo João Ferreira, gerente de desenvolvimento de negócios em inteligência artificial (IA) do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, uma meta da tecnologia nos últimos anos é tornar a relação das pessoas com dispositivos cada vez mais natural.

Essa é justamente a meta da cama inteligente Climate 360, também presente na CES. Feita pela empresa americana SleepNumber, o móvel tem sistema que permite ao usuário controlar a temperatura do colchão de acordo com sua vontade. A tecnologia é sofisticada a ponto de permitir que cada lado de uma cama de casal possa ter temperatura específica. Mas é um produto para poucos: a cama só deve chegar ao mercado em 2021, por US$ 8 mil.

Grandes empresas também estão de olho no setor, como a holandesa Philips. Em Las Vegas, a companhia apresentou uma série de produtos de sono. O mais interessante é uma espécie de abajur de cabeceira que ajuda o usuário a adormecer mais rápido e acordar com mais facilidade, controlando a luz para cada etapa do sono e até emitindo sons propícios para o despertar.

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