São Paulo - O principal índice da bolsa paulista teve forte queda nesta segunda-feira, refletindo temores dos desdobramentos de um surto global do coronavírus.
Segundo dados preliminares de fechamento, o Ibovespa fechou em baixa de 3,34%, ??a 114.416,98? pontos, maior queda percentual do índice desde 27 março de 2019, quando caiu 3,57%. O giro financeiro da sessão somou 21,5 bilhões de reais.
Os ganhos foram liderados por Telefonica Brasil?, que subiu 1,3%, e as perdas por Companhia Siderurgica Nacional, em baixa de 8,1%.
Entre as ações com maior participação no Ibovespa, Itaú Unibanco perdeu 2,31%. Bradesco teve perda de 2,68%. Banco do Brasil cedeu 1,18% e Santander Brasil recuou 0,64%.
Vale fechou em baixa de 5,97% e Petrobras PN teve perda de 3,92%, enquanto Petrobras ON caiu 3,66%.
O Ibovespa agora acumula desvalorização de 0,6% no ano. O índice está 10,8% acima da média dos últimos 200 dias de negócios. Nas últimas 52 semanas, o Ibovespa acumula 17,7% de ganho.
REFÚGIO NO DÓLAR
As preocupações com os efeitos da rápida disseminação do coronavírus na atividade econômica provocaram também uma onda de aversão ao risco no mercado financeiro internacional e os investidores procuraram refúgio no dólar e saíram das bolsas, com o Ibovespa perdendo mais de 3%. A moeda americana chegou a bater em R$ 4,23 pela manhã, mas a alta acabou perdendo fôlego perto do fechamento, para terminar o dia em R$ 4,2098, com ganho de 0,60%. É a maior cotação desde 2 de dezembro de 2019.
Operadores dizem que o dólar chegando a R$ 4,23 na máxima do dia acabou atraindo ordens de venda, pois agentes acreditam que o Banco Central pode intervir no mercado com a moeda americana nesse nível. Mas a avaliação dos especialistas em câmbio é que, apesar da forte valorização, ainda não há disfuncionalidade no mercado que possa chamar o BC a atuar nesta terça-feira (28).