Política

Rio Batalha: chegou a hora de Bauru, Piratininga e Agudos se somarem

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A audiência pública a respeito da preservação do Rio Batalha, que ocorreu na manhã de ontem, na Câmara, mostrou que apenas a união de forças entre Bauru, Piratininga e Agudos salvará o principal manancial de águas superficiais de Bauru, que abastece 37% da área urbana. Apesar da importância da integração regional, o assunto está em fase inicial de discussão para formação de um convênio entre os municípios. A audiência foi chamada pela vereadora Chiara Ranieri (DEM).

Entre a nascente, na Serra da Jacutinga, em Agudos, até o ponto de captação de água do Departamento de Água Esgoto (DAE), o Rio Batalha percorre 22 quilômetros e tem 11,6 mil hectares de bacia. Desse total, apenas 1,6 mil hectares estão em Bauru. O restante fica dividido entre Agudos, com 4 mil hectares, e Piratininga, com 6 mil hectares. Cada hectare corresponde a 10 mil metros quadrados - o equivalente a área de um campo de futebol com tamanho oficial.

Na audiência, ficou nítido que os três municípios ainda precisam de mobilização maior. Pela Prefeitura de Bauru, o engenheiro florestal Gabriel Motta, da Sagra, falou dos investimentos dos últimos anos, com o recurso de R$ 700 mil obtido junto à Agência Nacional de Águas (ANA), usado na recuperação de mata nativa próxima ao rio.

Houve ainda contrapartida de R$ 100 mil do município e outros R$ 175 mil devem ser investidos em serviços ambientais, totalizando perto de R$ 1 milhão. A adequação de estradas rurais, para evitar o assoreamento do manancial, também vem ocorrendo. A verba, porém, foi usada apenas na parte de Bauru.

O coordenador de Agricultura e Meio Ambiente da Prefeitura de Piratininga, Márcio Henrique Gomes dos Santos, esteve na audiência. Ele destacou alguns projetos de manutenção na área do Rio Batalha. O prefeito de Piratininga, Sandro Bola (PSDB), afirmou ao JC que tem interesse no convênio e que o município já trata todo o esgoto - lançado após o ponto de captação do Batalha - e investiu no desassoreamento do Córrego do Veado, afluente do Rio Batalha, além de campanhas de conscientização. O prefeito de Agudos, Altair Francisco da Silva (PRB), também afirma que tem interesse no convênio e pretende colaborar com todas as ações que buscam recuperar o rio. O prefeito Gazzetta afirma que o convênio deve ser definido o quanto antes, com aprovação das câmaras de cada município envolvido.

NOVA CAPTAÇÃO

O presidente do DAE, Eliseu Areco Neto, destacou a necessidade de criação de um segundo ponto de captação no Rio Batalha, pois o volume de água retirado no atual ponto já supera a capacidade do rio. O novo local ficaria 20 quilômetros abaixo de onde hoje a autarquia retira água. A captação total continuaria a mesma, só que dividida entre os dois pontos, amenizando o impacto. Gabriel Motta, da Sagra, destacou que, para isso, a área que precisa de preservação também vai dobrar, pois todas as ações até o momento foram voltadas entre a nascente e a lagoa captação.

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