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Avanço tecnológico garante maior sobrevida a pacientes com câncer


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Ainda é uma doença que causa forte impacto físico e psicológico no paciente e em toda sua família, mas o câncer, há bastante tempo, deixou de significar uma sentença de morte na grande maioria dos casos. Devido ao desenvolvimento permanente de novos recursos tecnológicos na área médica, o diagnóstico e o tratamento da doença tiveram avanços significativos, garantindo maiores chances de cura, mais anos de sobrevida e melhores condições de saúde a quem enfrenta esta batalha.

Neste domingo, o JC traz uma matéria especial sobre o assunto para marcar o Dia Mundial de Combate ao Câncer, estabelecido em 4 de fevereiro com o objetivo de conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos de vida que ajudam a prevenir a doença.

Coordenador médico do setor de quimioterapia do Hospital Amaral Carvalho, o oncologista clínico Carlos Augusto de Mendonça Beato conta que, em apenas três décadas, a tecnologia disponível para detectar e combater o câncer avançou substancialmente. Para se ter ideia, há 30 anos, os médicos contavam apenas com uma única droga para tratar cânceres de intestino.

Hoje, já são três diferentes tipos de medicamento, utilizados de acordo com a necessidade de cada caso. "Além de maior variedade, hoje dispomos de uma terapia mais personalizada para o tratamento de câncer, a chamada terapia alvo", detalha.

São medicamentos compostos por substâncias que foram desenvolvidas para identificar e atacar características específicas das células cancerígenas, bloqueando, assim, o crescimento e a disseminação da doença. Tratam-se de drogas criadas a partir do melhor entendimento, ao longo do tempo, sobre a ação dos genes, das proteínas e outras moléculas presentes nas células tumorais.

CUSTO ALTO

"Ainda são drogas caras, mas já disponíveis no SUS, por exemplo, para tratar câncer de pulmão e câncer renal", observa Beato. Além disso, mesmo nos casos em que o câncer é considerado incurável, as drogas modernas têm conseguido estender a expectativa de vida do paciente.

"Há 30 anos, um paciente com câncer de intestino metastático conseguia acrescentar mais seis meses ao seu tempo estimado de vida. Hoje, essa sobrevida média é de mais de quatro anos. É o tempo em que a pessoa pode ter uma qualidade de vida satisfatória, com a oportunidade de ver um neto nascer ou se formar", ressalta.

O aspecto negativo é que estas tecnologias ainda custam caro, o que faz com que elas estejam menos disponíveis na rede pública de saúde do que na particular. A imunoterapia (leia mais ao lado), por exemplo, não é incorporada pelo SUS como uma estratégia sistemática de combate à doença. "Na região de Bauru, a imunoterapia está disponível para alguns casos na rede pública. Mas não para câncer de pulmão, por exemplo", acrescenta.

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