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Há empecilhos para trazer brasileiros de lá

Agência Brasil
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O presidente Jair Bolsonaro listou  ao menos dois entraves para trazer os brasileiros que estão na região de Wuhan, na China - epicentro da contaminação pelo coronavírus - para o Brasil. Segundo ele, é preciso solucionar questões financeiras para o envio de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) ao país asiático, além da falta de uma "lei de quarentena" no Brasil para manter os brasileiros que forem repatriados por um tempo de monitoramento.

"Temos alguns nacionais, que estão na região de Wuhan, que querem vir para cá, e têm pedido o nosso apoio. Obviamente, o apoio custa dinheiro, meios, e o Brasil vai ter que se esforçar para conseguir. Começa pela própria Força Aérea. Ao longo dos últimos 30 anos, arrebentaram com o material das Forças Armadas, incluindo aeronaves", disse Bolsonaro a jornalistas na entrada do Palácio do Alvorada. Segundo ele, um voo para a China custaria cerca de US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,1 milhões).

Segundo o ministro Ernesto Araújo, há também um entrave diplomático para trazer os brasileiros da região de Wuhan, que está em quarentena decretada pelo governo chinês. "A região da China que está mais sujeita [ao vírus], está fechada para qualquer pessoa sair. É preciso negociar com o governo chinês primeiro, para que deixe sair os brasileiros, mas não é uma coisa óbvia e imediata também", afirmou. Nos últimos dias, diversos países, como Austrália, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Espanha, Alemanha, França, Índia e Japão iniciaram tramites ou já retiraram seus cidadãos da China, por causa do surto do coronavírus.

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