Política

Caixa pede bloqueio de contas da Cohab

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A Caixa pediu o bloqueio das contas da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) para tentar reaver cerca de R$ 280 milhões. A Cohab já está recorrendo para evitar que o dinheiro seja bloqueado, o que inviabilizaria o funcionamento da companhia, inclusive o pagamento de salários e fornecedores, afirma o presidente Arildo Lima Jr. "Houve esse pedido de bloqueio, mas estamos tentando reverter, porque caso aconteça vai afetar até mesmo o andamento dos trabalhos diários", lembra. "Estamos ainda em fase de apuração dos 95 contratos que podem ir para renegociação, e pagos em 20 anos, por isso não assinamos ainda o acordo de R$ 430 milhões", afirma.

O acordo de R$ 430 milhões é relativo ao valor total da dívida com o FGTS, na qual a Cohab e a Prefeitura de Bauru pagariam durante 20 anos, em parcelas de mais de R$ 2 milhões mensais. Os 25 contratos em que a Caixa ajuizou o pedido de bloqueio fazem parte deste montante, porém, o presidente da companhia avisa que, por enquanto, a nova direção faz o levantamento do quanto a Cohab deve, de fato.

Desde que o problema da Cohab veio à tona com a Operação João de Barro, deflagrada em dezembro passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a Caixa ainda não veio a público para tratar o assunto. O JC já pediu informações ao banco, mas até o momento, não obteve retornos conclusivos sobre a postura que será adotada sobre os contratos pendentes.

AUDIÊNCIA PÚBLICA

A vereadora Chiara Ranieri (DEM) vai pedir audiência pública para que a Cohab apresente, de forma detalhada, as suas dívidas. O pedido de audiência ainda será votado na sessão da semana que vem e deve ocorrer no dia 13 de fevereiro, quinta-feira, às 8h30. Serão convocados o presidente Arildo Lima Jr., o diretor financeiro Marcos Garcia e a gerente jurídica Andrea Salcedo. A Cohab tem dívidas com o FGTS - R$ 430 milhões, com o seguro habitacional - pelo menos R$ 55 milhões, e ainda com as construtoras - pode passar de R$ 5 bilhões. Nesta última, a companhia tenta colocar a Caixa como polo passivo.

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