Brasília - A Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília abriu nesta terça (4), inquérito para investigar o chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten. A investigação, que mira supostos crimes de peculato, corrupção passiva e advocacia administrativa, foi requisitada pelo Ministério Público Federal com base em reportagens do jornal Folha de S.Paulo.
Wajngarten é sócio da FW Comunicação e Marketing, empresa de marketing televisivo que tem, como clientes, emissoras de TV e agências de publicidade contratadas pelo governo. O secretário afirmou que os acordos comerciais foram feitos antes de seu ingresso na Secom. Esses contratos, segundo ele, "não sofreram qualquer reajuste ou ampliação" desde então.
Após a publicação da reportagem, o secretário teve de se explicar para o presidente e fez até um pronunciamento público. Bolsonaro o manteve no cargo e disse que não viu ilegalidade na atuação da empresa FW Comunicação e Marketing.
Embora a legislação não proíba participação em empresas, o Código de Conduta da Alta Administração Federal exige que "a autoridade pública enviará à Comissão de Ética Pública informações sobre sua situação patrimonial que possa suscitar conflito com o interesse público, indicando o modo pelo qual irá evitá-lo".
Questionado sobre a falta de comunicação sobre seus negócios à Comissão de Ética, Wajngarten não se manifestou.