Turismo

Gaia: porta de saída do vinho

Roberto Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Os tripeiros, como se chamam os nativos do Porto, travam rivalidade com Vila Nova de Gaia, do outro lado do rio Douro. Em Gaia ficam as casas do vinho do Porto. Dali se tem a vista clássica da cidade mais famosa.

A escolha de Gaia se deve a fatores que incluem tributos, disponibilidade de área para armazenamento e até as correntes do rio. Sob rochas que conservam calor ficam os tonéis que preparam o vinho para o consumo. É para contar essa história que deverá ser inaugurado neste ano o World of Wine, um megamuseu da história do vinho local.

O Porto convida a andar a pé, de modo a observar o brilho do granito nos edifícios, resultado da presença de mica. Ou para ouvir o fenômeno do betacismo - habitantes da zona da Ribeira levam a fama de trocar o V pelo B.

Para a fome há a francesinha, um sanduíche para lá de carregado que deve o nome à imigração francesa e guarda seu segredo no molho. Nos demais pratos, lá, como cá, o coentro vai virando moda e ocupando o lugar da salsinha.

É nessa cidade que fica uma das mais bonitas livrarias do mundo, a Lello, que agora cobra entrada. Próxima a ela, a rua das Galerias de Paris, que puxou certa renascença da vida noturna do Porto.

A rivalidade com Lisboa aparece até nos doces - os habitantes do Porto consideram seu pastel de nata mais crocante do que o pastel de Belém, típico da capital.

Colado ao norte do Porto, um presente pouco conhecido: Matosinhos, onde florescem a indústria conserveira da pesca, um punhado de bons restaurantes e mais praias do que as da cidade vizinha famosa.

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