Cultura

Saudade de outrora

Ivete Martins Ferreira
| Tempo de leitura: 1 min

Lá vai ela, nobre bela e singela

De passo a passo, a cantarolar assim lá ia ela.

Todos os dias me sentava ali naquele banco do jardim só para ver ela passar, e ouvi-la cantar

Depois de um tempo,era só olhar para o fim da rua.

Que lá vinha ela, com um ramalhetes de flores na mão.

Ah! como eu gostava de pedir a ela para que me contasse histórias.

E ela me contava histórias só passado e de toda a vida dela.

Era uma mais impressionante que a outra.

Eu gostava tanto de ouvi-la que entrava em suas histórias, e vivia cada uma delas

Quando acabava cada história, já havia uma multidão de criança em volta de nós a ouvi-la.

Eu era ainda muito pequena, mas até hoje sinto saudade daquele banco embaixo daquele pé de ipê.

E ainda mais daquela senhorinha de cabeça branca e suas histórias impressionantes.

Saudade... Saudade...

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