Lá vai ela, nobre bela e singela
De passo a passo, a cantarolar assim lá ia ela.
Todos os dias me sentava ali naquele banco do jardim só para ver ela passar, e ouvi-la cantar
Depois de um tempo,era só olhar para o fim da rua.
Que lá vinha ela, com um ramalhetes de flores na mão.
Ah! como eu gostava de pedir a ela para que me contasse histórias.
E ela me contava histórias só passado e de toda a vida dela.
Era uma mais impressionante que a outra.
Eu gostava tanto de ouvi-la que entrava em suas histórias, e vivia cada uma delas
Quando acabava cada história, já havia uma multidão de criança em volta de nós a ouvi-la.
Eu era ainda muito pequena, mas até hoje sinto saudade daquele banco embaixo daquele pé de ipê.
E ainda mais daquela senhorinha de cabeça branca e suas histórias impressionantes.
Saudade... Saudade...