Fora dos holofotes em meio ao risco de chegada do novo coronavírus, a dengue tem voltado a crescer e já soma 94 mil casos neste ano, de acordo com novos dados do Ministério da Saúde.
O total representa um aumento de 71% em relação ao mesmo período de 2019. O balanço considera os dados informados por secretarias de saúde até a quinta semana do ano.
"Com certeza, este ano será pior do que o ano passado, e os dados já mostram isso", afirmou à reportagem o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson Oliveira.
Em encontro com secretários estaduais e municipais de Saúde para discutir medidas de controle do coronavírus, o Ministério da Saúde fez um apelo para que a rede de saúde reforce a vigilância contra o novo vírus, mas não perca a atenção para outras velhas doenças que atingem o país.
Nos últimos dias, o alerta em torno do coronavírus identificado na China e a necessidade de trazer brasileiros em Wuhan fizeram o governo declarar emergência em saúde pública.
O ministério também passou a soltar informes diários de casos de suspeita de infecção pelo vírus."Ainda não temos casos confirmados de coronavírus no Brasil. Mas temos outros desafios simultâneos que não podemos baixar a guarda", disse Oliveira no evento, citando em seguida dados de sarampo, febre amarela e dengue.
BAURU
Em Bauru, Secretaria de Saúde confirmou, no último dia 3, cinco novos casos de dengue, todos autóctones, contraídos na própria cidade. Com esses doentes, o município registra, até o momento, 42 casos autóctones e 1 importado.
A secretaria continua com as ações de combate à dengue. As equipes da Vigilância Ambiental estão realizando visitas casa a casa nas áreas definidas como prioritárias, Noroeste e Sul, pela Vigilância Epidemiológica.
Os pontos considerados estratégicos, como ferro velho, hospitais, borracharias, entre outros, e imóveis especiais, também estão sendo trabalhados com ações bloqueio de criadouros, educação social, inspeções ambientais.
A Secretaria de Saúde pede a colaboração da população para que ajude no combate à dengue e permita o acesso dos agentes de endemias, principalmente nestes territórios que apresentaram maior incidência da doença em 2019.