Esportes

Ex-atletas da Seleção Brasileira ensinam manobras no Sesc

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda em busca de igualdade, as mulheres vêm ocupando lugares até então exclusivos aos homens. O skate tem chamado a atenção do público feminino e, por isso, o Sesc Bauru trouxe duas ex-atletas da Seleção Brasileira desta modalidade: Karen Feitosa e Vitória Mendonça. Neste domingo (9), elas ensinaram manobras e, também, participaram do bate-papo "Lugar de Mulher é...Sobre o Skate".

Vitória, de 20, começou a praticar o esporte ainda na infância, aos 7 anos. "Eu brincava em uma praça perto da casa da minha mãe, no Rio de Janeiro, cidade onde nasci. Certo dia, decidi aprender com a galera. Peguei gosto e, hoje, vivo disso", revela.

De acordo com ela, o merecido reconhecimento chegou em 2017, quando participou do Circuito STU, que ocorre anualmente. "Deste evento, saiu a Seleção Brasileira de Skate, onde atuei no decorrer de 2018", acrescenta.

Ainda segundo a atleta, o skate era mal visto. "No meu bairro, muita gente pensava que a galera deste esporte usava droga. Atualmente, ganhou visibilidade e respeito", compara.

Vitória diz que também sofreu preconceito por ser mulher. "Na época, só eu andava de skate lá no bairro, mas tal cenário está mudando", reconhece.

Para ela, o segredo do sucesso consiste em se divertir com o que faz. "O fato de você se tornar profissional é consequência", observa.

BONECA PELO SKATE

Já Karen Feitosa, de 29, começou a praticar o esporte aos 9 anos de idade. Natural do Guarujá, no Litoral de São Paulo, ela trocou a boneca pelo skate.

De acordo com a atleta, o ingresso à Seleção Brasileira foi uma consequência do seu desempenho nos campeonatos. "Recebi o convite em 2019. Acabei me machucando em um evento na França e não consegui pontuação suficiente para continuar", informa.

Por sorte, Karen alega não ter sofrido preconceito. "Só da minha mãe, que queria que eu brincasse de boneca de qualquer jeito. Porém, o meu padrasto foi sangue bom e me deu um skate", brinca.

Na época em que começou, havia poucas mulheres. "Eu via, no máximo, dez meninas disputando campeonato. Hoje, tem mais de 30", frisa.

Para ela, o secreto está na humildade. "Você só ganha o respeito da galera se falar com todo mundo, independente de patrocínio ou fama. Foco, determinação e manobra contam, mas o essencial é o caráter", finaliza.

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