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São Paulo vive o caos


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São Paulo - O temporal que atingiu São Paulo na madrugada desta segunda-feira (10) somou 114 milímetros, o que, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), representa a 2ª maior chuva para o mês de fevereiro em 37 anos - o volume só não é maior do que o registrado em 2 de fevereiro de 1983, quando chegou a 121,8 mm. O acumulado dos dez primeiros dias do mês já equivale a 96% do previsto para todo o mês. Os efeitos foram notados em todas as partes da capital e em cidades da região metropolitana, com deslizamentos e dezenas de alagamentos.

MAIS CHUVA

Cidade deve esperar mais chuva, aponta meteorologia.  Áreas de instabilidade permanecem sobre o Estado de São Paulo e provocam mais chuva, de moderada a forte intensidade, no decorrer desta segunda-feira, 10, e também nos próximos dias. Segundo o Governo do Estado, a forte chuva que caiu em alguns pontos da capital atingiu 100 milímetros em três horas - praticamente a metade da média prevista para todo o mês de fevereiro.

"Mudança climática não é discurso de ambientalista. Está chovendo nessa década o que não choveu no século passado", afirma Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente. De acordo com ele, os mais de 78 pontos de alagamento registrados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências Climática (CGE) de manhã aconteceram porque o volume de chuva ultrapassou o que estava previsto na série histórica de cem anos, usada para calcular o sistema de drenagem das chuvas. "Tudo foi implantado com essa lógica."

RECORDE DE CHAMADAS

Da meia-noite até 16h30, o Corpo de Bombeiros recebeu 7,6 mil chamados e as equipes se deslocaram para atender 932 ocorrências de enchentes, 166 desabamentos e 182 casos relacionados a quedas de árvore. Em Osasco, três pessoas ficaram feridas após um deslizamento atingir a casa onde moravam, o casal e um menino de oito anos foram socorridos para um pronto-socorro em Barueri. (leia na página 18).

Paulistanos ficaram ilhados e a situação fez colégios particulares cancelarem aulas. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou que um comitê de crise está trabalhando para diminuir os estragos. "Para se ter noção, em três horas na cidade, em algumas regiões, choveu praticamente metade do esperado para todo mês de fevereiro", disse. "O desastre teria sido muito maior se não tivesse sido o trabalho preventivo que a prefeitura fez ao longo dos últimos meses", acrescentou.

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