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Comunidade de Jovens completa 50 anos

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Com o intuito de formar lideranças cristãs, tão necessárias em um mundo tomado pela intolerância, a Comunidade de Jovens existe há exatos 50 anos. Fundado em fevereiro de 1970, o grupo, vinculado à Catedral do Divino Espírito Santo, em Bauru, nunca interrompeu as atividades junto à população. Inclusive, no próximo final de semana, celebrará o seu aniversário com missa, terço luminoso e até almoço (leia programação abaixo).

De acordo com um dos participantes da Comunidade de Jovens, o jornalista Natã Crivari, de 29 anos, o grupo, atualmente, abriga cerca de 40 pessoas, entre 14 e 35 anos. "Qualquer cidadão que se considere jovem é bem-vindo", completa. O rapaz, que passou a integrar a comunidade em 2011, exalta o seu acolhimento. "Até então, não morava em Bauru e fui muito bem recebido. Lá, também conheci a mulher com quem me casei. Assim como eu, vários outros casais ali se formaram", relata.

Para ele, o grupo está em bom número. "No passado, a participação era maior, mas o pessoal vivia em outra realidade", acrescenta. A comunidade se reúne sempre aos finais de semana. "O bate-papo ultrapassa a temática religiosa. Na última eleição, convidamos um advogado para tirar algumas dúvidas. Enfim, nós também ajudamos a formar cidadãos", constata. O grupo desenvolve várias ações, como refeições aos moradores de rua, arrecadação de agasalhos e brinquedos para as comunidades, visita aos idosos em casas de repouso, além do chamado Encontro da Comunidade da Catedral (Encoca).

'ESTALO'

Uma das fundadoras da Comunidade de Jovens, a comerciante Celeste Salles Assis, de 68 anos, relata que a ideia surgiu após um "estalo". "Quando tinha 17 anos, passava em frente à Catedral, diariamente. Eu ficava inconformada ao ver a igreja vazia e, certa vez, propus a criação do grupo ao padre Ivo, recém-chegado à paróquia", conta. O pároco abraçou a proposta. "No início, havia uma missa só para os jovens, momento em que os interessados começaram a aparecer. Nós nos reuníamos aos finais de semana para estudar o Evangelho e discutir os assuntos daquela época", relembra.

Os jovens também criaram a Comunidade Rural, em um sítio perto de Iacanga. "A família de um dos rapazes, que estudava para ser diácono, tinha um espaço abandonado. Lá, plantamos milho e criamos galinhas para vender. Paralelamente, levávamos a palavra de Deus", narra. Celeste coordenou o grupo por 2 anos. Depois, se casou e partiu para a Capital, onde continuou atuante. "Fundamos creche e projeto a moradores de rua", conta. Em 2010, a comerciante ficou viúva e voltou a Bauru. Hoje, frequenta as missas e participa das quermesses na Catedral.

 

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