Internacional

Senado impede ação militar de Trump

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O Senado dos Estados Unidos aprovou na última quinta-feira (13) uma resolução que impede o presidente Donald Trump de empreender ações militares contra o Irã sem autorização prévia do Congresso.

A resolução foi aprovada em uma votação bipartidária com 55 votos a favor e 45 contra. Oito membros do partido de Trump votaram contrariando a orientação da sigla, ou seja, foram a favor do impedimento de Trump.

SAÍDA 

O texto, aprovado seis semanas após forças americanas assassinarem o general iraniano Qassim Suleimani sem autorização do Congresso, determina que as tropas dos EUA sejam removidas do Irã, a menos que o Legislativo declare guerra ou passe uma autorização específica para o uso do Exército.

Uma versão semelhante da medida foi aprovada pela Câmara dos Representantes, de maioria democrata, no mês passado, mas há diferenças suficientes entre a versão atual e a anterior para que ela passe pela Câmara novamente antes que possa ser enviada para a mesa de Trump.

FRAQUEZA

Para os opositores, a aprovação da resolução manda um sinal errado a Teerã. "Precisamos enviar uma mensagem de firmeza, e não de fraqueza", disse o senador Jim Risch, presidente republicano do Comitê de Relações Exteriores do Senado.

O senador democrata Tim Kaine, principal articulador da resolução, contestou. Ele afirmou que a votação mostrou força e reflete a importância do Congresso em avaliar a decisão de enviar tropas americanas para conflitos.

OUTRO LADO

Donald Trump não se pornunciou sobre o assunto, ele estava ocupado em uma "discussão" com o Departamento de Justiça do País. É que ele afirmou que tem "direito legal" de interferir em investigações criminais. O republicano respondeu nesta sexta (14) ao secretário de Justiça, William Barr, que no dia anterior havia acusado o presidente dos EUA de dificultar o trabalho do Departamento de Justiça.

Barr afirmou que os tuítes de Trump tornaram "impossível" o trabalho do órgão, e acrescentou: "É hora de [Trump] parar de tuitar sobre os casos do Departamento de Justiça". As declarações de Barr, visto como aliado leal de Trump, foram uma contestação pública do presidente inédita entre os membros do gabinete do republicano.

Comentários

Comentários