Cultura

Lucubrações (1960)

Professor Gilberto Sidney Vieira
| Tempo de leitura: 1 min

A vida é gangorra que sobe e desce:

Os desejos e sonhos numa das pontas,

Na outra o que é possível, limitado.

Num vaivém das vicissitudes da vida,

A razão age como um fiel da balança.

O sucesso de alguém une muita gente.

Na adversidade a maioria desaparece,

Pois raríssimos amigos ficam na dor.

Paixão é como caminhão desgovernado:

Precipita sem freios ladeira abaixo.

O amor é igual à nascente de um rio:

Tímido fio de água que gera um caudal.

A magia da fé permeia um mundo real:

Uma loucura que desafia o impossível.

Dor da ausência denomina-se saudade,

Que vai dilacerando o coração ferido.

Meandros da vida seguem vários rumos:

Todos acabam no vale do sono eterno.

A morte é a libertação total da alma,

Que rompe de uma vez o casulo carnal,

Alçando voo rumo para o infinito.

Estas meditações são feitas com zelo,

Buscando aquele que é o alfa e o ômega,

Para alcançar um sonhado sétimo céu,

Junto ao Espírito Criador do universo...

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