A vida é gangorra que sobe e desce:
Os desejos e sonhos numa das pontas,
Na outra o que é possível, limitado.
Num vaivém das vicissitudes da vida,
A razão age como um fiel da balança.
O sucesso de alguém une muita gente.
Na adversidade a maioria desaparece,
Pois raríssimos amigos ficam na dor.
Paixão é como caminhão desgovernado:
Precipita sem freios ladeira abaixo.
O amor é igual à nascente de um rio:
Tímido fio de água que gera um caudal.
A magia da fé permeia um mundo real:
Uma loucura que desafia o impossível.
Dor da ausência denomina-se saudade,
Que vai dilacerando o coração ferido.
Meandros da vida seguem vários rumos:
Todos acabam no vale do sono eterno.
A morte é a libertação total da alma,
Que rompe de uma vez o casulo carnal,
Alçando voo rumo para o infinito.
Estas meditações são feitas com zelo,
Buscando aquele que é o alfa e o ômega,
Para alcançar um sonhado sétimo céu,
Junto ao Espírito Criador do universo...