Rio de Janeiro - A suspeita de que Adriano da Nóbrega tenha sido morto com tiros disparados a curta distância foi classificada como "infundada" pela Secretaria da Segurança da Bahia, enquanto a defesa do miliciano avalia ter sido reforçada a tese de "queima de arquivo".
A revista Veja obteve fotos feitas após a autópsia do corpo do ex-capitão, morto em Esplanada (BA) no último domingo (9) em operação policial. Dois especialistas ouvidos pela reportagem analisaram as imagens e consideraram haver indícios de que Adriano tenha sido atingido a curta distância.
Em nota, a Secretaria da Segurança da Bahia, ligada ao governo Rui Costa (PT), qualificou as informações de "infundadas" e afirmou que as fotografias apresentadas pela revista não são oficiais.
"Dessa forma, os peritos não podem afirmar se foram de alguma forma manipuladas ou não e, portanto, não podem se manifestar sobre as mesmas."
Segundo a secretaria, Adriano foi morto após reagir à ação policial. Ela diz que as lesões por arma de fogo "não foram feitas com proximidade". "É impossível afirmar distância dos disparos, sem a reprodução destes, promovida com a mesma arma e munição similar, contra um anteparo", afirma.
FOTOGRAFIAS
O advogado Paulo Emílio Catta Preta, defensor de Adriano, avaliou que as fotografias do corpo do ex-PM reforçam a suspeita de "queima de arquivo", embora ele ressalve não ter tido acesso aos laudos.
O juiz Gustavo Schilling, responsável pela ação penal contra Adriano, autorizou o envio do corpo para o IML para preservar o corpo, mas não se manifestou sobre a perícia.
O corpo permanecia até a tarde desta sexta-feira (14) em uma funerária na Baixada Fluminense.