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Mocidade e Coroa adotam tema indígena

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Alô, bateria! Solte o partido-alto que o desfile dos blocos e escolas de samba, nas páginas do JC, vai começar! E é a campeã de 2019, Mocidade Unida da Vila Falcão, que puxa a apresentação de enredos e expectativas para o Carnaval 2020, previsto para os dias 22 e 24 de fevereiro, a partir das 19h30, no Sambódromo "Guilberto Carrijo", em Bauru. Na sequência, a escola que garantiu o terceiro lugar no ano passado e se apresentará na primeira noite de desfile, Coroa Imperial da Grande Cidade. Além das escolas de samba, oito blocos completam o Carnaval deste ano (confira enredo e ordem de apresentação abaixo).

As duas escolas que desfilarão no próximo sábado escolheram temáticas relacionadas aos indígenas para animar e encher os olhos do público na passarela do samba. Com o enredo "Yuvakae - a criação do mundo segundo a cultura do povo Terena", Mocidade Unida da Vila Falcão prepara um desfile de muitas cores e beleza.

"Nós achamos esse enredo mais impactante dentre os outros que foram apresentados. A Mocidade está sempre falando sobre a região e a cidade e, desta vez, o enredo escolhido foi sobre a aldeia de Araribá, em Avaí", explica a presidente da agremiação, Ana Cristina Ignácio da Silva.

Com 450 componentes em seis alas e quatro carros, a escola será a última escola a desfilar no dia 22 de fevereiro, na expectativa de um bom resultado neste ano. "A Mocidade vem muito bonita, muito organizada, os carros estão bem impactantes. Nosso samba também é muito forte, impactante. Nossa comunidade abraçou nosso samba e está cantando junto. Nós somos muito técnicos e buscamos alcançar a nota máxima em cada quesito. Então, eu espero que seja mais um ótimo desfile".

O Carnaval da Mocidade também contará com a beleza e samba no pé do casal de mestre-sala e porta-bandeira estreantes Valéria e Paulo e do casal convidado Priscila e Leandro. Já a bateria vem comandada pelo segundo ano pelo mestre João Paulo. O carnavalesco é Flávio Silveira. "A Mocidade sempre leva algum elemento surpresa. O pessoal pode aguardar que, neste ano, terá também", finaliza.

QUATRO ESTAÇÕES

De uma lenda indígena, surgiu o enredo da Coroa Imperial da Grande Cidade que pretende levar cores e alegria à passarela do samba falando sobre as quatro estações. "É uma lenda indígena que conta o romance de dois índios. Desse amor, nascem quatro filhos: Primavera, Verão, Outono e Inverno. O casal briga pelo poder e é mandado para o céu, onde um é transformado em sol e o outro em lua", explica o carnavalesco da escola, Gilson Jacintho.

O enredo "A terra encantada de Kaapor" será apresentado com 380 componentes, em oito alas e três carros. Além de contar com a beleza do casal do mestre-sala e porta-bandeira Silvia Regina e Tobias III, vem com o ritmo todo da bateria sob o comando do Mestre Mi.

"O casal de mestre-sala e porta-bandeira será uma bela surpresa, bem diferente dos outros anos. E uma grande aposta também é a nossa bateria. A gente espera conquistar uma classificação melhor neste ano. Estamos trabalhando desde junho para isso e ficamos felizes com nosso trabalho", conclui Gilson.

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