Política

Laudo aponta risco em arcos na estação

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Os arcos da parte interna da antiga Estação Ferroviária da Noroeste, no Centro, estão com sérios problemas estruturais e oferendo risco iminente aos frequentadores do prédio. Essa foi a conclusão de um laudo emitido pela Defesa Civil e assinado por um engenheiro da Prefeitura de Bauru. Na sessão da Câmara Municipal, ontem, o vereador José Roberto Segalla (DEM) apresentou o documento na tribuna. Foi o presidente da Câmara quem solicitou a vistoria, feita no último dia 7 de janeiro. O material com o resultado foi entregue para o parlamentar.

No relatório, a Defesa Civil aponta problemas no concreto e na estrutura metálica de sustentação dos arcos da gare, que era onde os trens embarcavam e desembarcavam os passageiros. Atualmente, o espaço é usado para ensaio da Banda e Orquestra Sinfônica, apresentações artísticas e para eventos, o que preocupa o vereador. "Fiz esse pedido de vistoria após ser alertado por membros da Assenag e o que a Defesa Civil encontrou só reforça esse problema. Estamos colocando em risco os frequentadores da antiga estação, virou algo perigoso já", afirmou. Ainda são apontadas goteiras, o alagamento do pátio da estação em dias de chuva forte, e a precariedade das instalações elétricas.

RECOMENDAÇÕES

Na conclusão, o engenheiro Júlio César Natividade, da Defesa Civil, coloca que "a garagem das plataformas de embarque e desembarque de passageiros necessita de uma intervenção urgente, o risco de acidentes fatais pela queda de blocos de concreto, vergalhões de aço, vidros de grandes dimensões é grande. Não há que se descartar o colapso da estrutura pela corrosão dos tensores", frisa. "Reforço estrutural, impermeabilização e reformas são urgentes", completa.

Entre as recomendações, está a restrição de circulação do público e trabalhadores às plataformas de embarque e desembarque a uma distância de até 10 metros em ambos os lados, o reforço da estruturas, sua impermeabilização, a instalação de um SPDA (sistema de proteção contra descargas atmosféricas) eficiente, e as reformas dos pisos e da cobertura, considerados imprescindíveis na avaliação realizada pela Defesa Civil.

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