O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP) vai denunciar o São Paulo por gritos homofóbicos dos torcedores no clássico com o Corinthians - que terminou sem gols, sábado (22), no Morumbi. O superintendente de relações institucionais do clube, Diego Lugano, também corre risco de punição por ofensas ao árbitro da partida, Douglas Marques das Flores.
Pelo comportamento da torcida, o São Paulo vai responder por infração no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que fala de "ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado ao preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência."
A punição prevista é "a perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição (três) caso a infração seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade desportiva."
Na súmula, o árbitro escreveu que o jogo foi "paralisado aos 3 minutos do primeiro tempo devido gritos homofóbicos, sendo informados os capitães e a delegada da partida senhora Rhayssa e Silva Lins".
Logo depois, o São Paulo divulgou no telão do Morumbi que o comportamento da torcida poderia prejudicar o clube. A atitude pode impedir o time de receber uma punição, já que os gritos não se repetiram.
Já Lugano corre risco de ser punido pelas ofensas ao árbitro com base nos 243-F e 243-C do CBJD. Segundo relato na súmula, o ex-zagueiro e o diretor de esportes amadores, Fernando Bracalle Ambrogi, ofenderam a arbitragem no corredor de acesso ao vestiário dos árbitros.
COLETIVO
O elenco se reapresentou nesta segunda-feira e o técnico Fernando Diniz comandou um coletivo entre os reservas e o time sub-17. O próximo jogo do São Paulo será no sábado, contra o Oeste, na Arena Barueri. A equipe está na terceira colocação do Grupo C, com nove pontos, mesma pontuação de Inter de Limeira e Mirassol.