Esportes

Deu certo

Luis Felipe Carrion
| Tempo de leitura: 2 min

Foi por pouco. Após ser excluída em um primeiro momento do Campeonato Paulista da Serie B devido ao laudo do Estádio Leônidas Camarinha constar capacidade menor do que o exigido pelo regulamento, a Esportiva Santacruzense conseguiu reverter a situação a tempo e foi confirmada na competição durante o Conselho Técnico da Federação Paulista de Futebol (FPF), realizado no último dia 5 de fevereiro, na sede da Federação Paulista de Futebol, em São Paulo.

A solução encontrada foi refazer o laudo que atesta a capacidade mínima exigida pela FPF para que um clube dispute o campeonato, que é de 4000 lugares. Após a avaliação do ano passado constar liberação para 4900 torcedores, em 2020 foi necessário fazer o procedimento duas vezes.

"Fizeram uma nova contagem esse ano agora pra 3300, mas erraram na contagem, erraram na medição. Aí fizeram uma recontagem de números lá e chegaram a 4010 lugares no estádio da Santacruzense. Foi um erro do engenheiro que fez lá a contagem a não-participação do clube no primeiro arbitral", explica o presidente Luciano Rosalem.

PREPARAR É PRECISO

Com a situação do estádio resolvida e a participação confirmada, a Santacruzense inicia agora a preparação para a disputa da Segundona. O time está no grupo B, ao lado de Assisense, Independente de Limeira, Rio Branco, União Barbarense, XV de Jaú e Vocem.

De acordo com Rosalem, o objetivo inicial do clube é garantir uma vaga entre os 16 mais bem classificados, o que garantiria a permanência da Esportiva na quarta divisão em 2021, visto que a partir do ano que vem a Série B do Paulistão se dividirá em B1 (quarta divisão) e B2 (quinta divisão).

MONTAGEM DO TIME

Para montar o time e dar estrutura para que os jogadores desenvolvam suas atividades profissionais, o clube conta com apoio de algumas empresas, como a Special Dog, além do comércio da cidade de Santa Cruz do Rio Pardo. Com esses recursos, que não são altos, o clube paga os salários dos jogadores, alimentação, moradia e a logística necessária para viagens. Problema que assombra vários times do interior e compromete o trabalho, as dívidas da Santacruzense estão bem controladas atualmente.

"Hoje a dívida da Santacruzense é mínima para um time de futebol. Algumas ações trabalhistas que a gente está pagando ao longo do tempo. A gente está equacionando as dívidas devagarzinho. É procurar fazer um trabalho bem legal, bem pé no chão, pra esse ano ou no ano que vem, já que me meu mandato é de dois anos. Pra tentar também vender jogadores, negociar jogadores. Colocar mais o nome da Santacruzense no mercado do futebol", frisa Rosalem.

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