Economia & Negócios

Surto já impacta na economia brasileira

Estadão Conteúdo - Site
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Brasília - O dólar voltou a fechar em nível recorde, em novo dia de fortalecimento generalizado da moeda americana no mercado internacional. As preocupações com o coronavírus se ampliaram após a gigante de tecnologia Apple alertar que não vai conseguir cumprir metas de vendas por conta dos efeitos na cadeia produtiva de tecnologia. Bancos seguiram cortando projeções de crescimento este ano da China, da economia mundial e do Brasil. No mercado à vista, o dólar fechou com valorização de 0,65%, a R$ 4,3574. Na máxima, foi a R$ 4,3613.

Em 12 sessões de fevereiro, o dólar caiu somente em quatro, duas delas com leilões extraordinários do Banco Central. Hoje a instituição fez somente o leilão de rolagem de swap, vendendo o lote integral de 13 mil contratos. "O dólar se fortaleceu quase no mundo todo", justificou no final da tarde o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacando que a desvalorização cambial não foi acompanhada de piora da percepção do Brasil, como ocorreu em outros momentos.

MUNDO SOFRE

O chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora, Fabrizio Velloni, ressalta que o quadro atual na economia brasileira e mundial não favorece o mercado de câmbio: incerteza com os efeitos do coronavírus, juros historicamente baixos e projeções de crescimento do Brasil sendo revisadas para baixo. "Nossa relação risco retorno está cada vez menos atrativa para o investidor estrangeiro", disse ele. Nesse ambiente, ele destaca que o mercado fica testando o BC, para ver se ele atua.

No mercado internacional de moedas, divisas fortes e emergentes seguiram testando mínimas em vários meses ante o dólar. O euro era negociado a 1,07 por dólar no final da tarde, voltando aos menores níveis desde abril de 2017. A moeda australiana atingiu o menor valor em dez anos. 

BRASIL

O Ministério da Saúde acompanha cinco casos de pacientes com suspeita de infecção pelo novo coronavírus, sendo uma criança de dois anos. O boletim divulgado nesta terça-feira (18) traz dois casos a mais que o de ontem. Todos estiveram na China, mas nenhum deles na cidade de Wuhan, epicentro da doença.

"Entraram mais dois casos de São Paulo, então permanecem os dois de ontem e dois novos em São Paulo e o do Rio Grande do Sul permanece desde a semana passada", disse em coletiva à imprensa o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabardo.

O governo também cogita de suspender a quarentena de parte da equipe técnica que esteve resgatando brasileiros em território chinês. Eles estão em quarentena, a previsão era de período estimado de 18 dias e passam por avaliações médicas diárias realizadas pela equipe do Instituto de Medicina Aeroespacial (IMAE), que acompanha o grupo desde o embarque em Wuhan, na província de Hubei, China. 

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